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Christine Lagarde: «É importante falar a verdade!»

Presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirma em Davos que uma coisa «é o crescimento nominal da economia, outra é o crescimento real»

23 Jan 2026 - 14:15

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Christine Lagarde, presidente do BCE em Davos (Suíça)/Foto: World Economic Forum

Christine Lagarde, presidente do BCE em Davos (Suíça)/Foto: World Economic Forum

No painel «Avaliar a Economia Mundial e Muito Mais», realizado nesta sexta-feira em Davos, na Suíça, que reuniu a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, o presidente e CEO da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, e o ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, foi referido que a expectativa é de que a economia global cresça 3,3% este ano, embora as tensões comerciais, os elevados níveis de dívida pública e o risco de formação de bolhas de ativos mantenham supervisores e mercados em estado de alerta máximo.

Na sua intervenção, a presidente do BCE procurou esclarecer alguns equívocos. «Ouvimos muitos números atirados para cima da mesa e gostava de chamar a vossa atenção para o facto de que esses números têm de ser identificados e contextualizados. Por exemplo, quando se ouvem grandes números sobre o crescimento económico, muitos referem-se ao crescimento nominal, mas existem também os números reais, que medem o crescimento efetivo», afirmou.

Lagarde acrescentou: «Falamos de cinco, sete ou três por cento… essas são percentagens nominais. É preciso descontar o efeito da inflação para chegar aos valores reais. Sei que isto pode parecer um pouco esotérico para quem não é economista, mas é importante falar a verdade.»

Já a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, optou por citar o famoso filme norte-americano O Feiticeiro de Oz, protagonizado por Judy Garland, para descrever a atual situação da ordem global. «Já não estamos no Kansas», afirmou, numa referência à cena em que a protagonista é transportada para uma nova realidade.

Entre as suas maiores preocupações quanto à evolução da economia mundial, Georgieva destacou o impacto iminente das perdas de emprego associadas à utilização da Inteligência Artificial, em particular os efeitos que esta poderá ter sobre a classe média.

Questionado sobre a perspectiva do setor privado, o presidente e CEO da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, afirmou que o maior problema atual da economia global é «a desconfiança que se desenvolveu entre as nações».

Bourla referiu ainda que «a água precisa de contornar vários obstáculos», numa possível metáfora para o protecionismo e as tarifas, observando que tem passado muito mais tempo em capitais de todo o mundo a dialogar com líderes políticos. «É muito melhor quando existe diálogo», acrescentou.

Já o ministro das Finanças saudita afirmou que os maiores problemas da economia global incluem atualmente «uma questão de dívida muito séria», tanto pública como privada. Relativamente ao forte crescimento do investimento em Inteligência Artificial, sugeriu que uma retração «poderá surpreender», tal como aconteceu com o pico da inflação em torno de 2022. «Precisamos de estar atentos», concluiu Mohammed Al-Jadaan.

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