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Condições do crédito à habitação pesam mais na escolha do banco em Portugal

O mercado português evidencia um “equilíbrio” entre digitalização e proximidade humana, tendência que deverá marcar o setor bancário em 2026.

09 Abr 2026 - 16:05

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Foto: Unsplash

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Os portugueses são os europeus que mais valorizam condições favoráveis no crédito à habitação na escolha do banco principal, num mercado que combina forte adesão ao digital com a manutenção da confiança nas agências físicas, conclui um estudo. De acordo com o estudo “Top 7 Retail Banking Distribution Trends for 2026”, da consultora Oliver Wyman, 21% dos clientes em Portugal dão prioridade a ofertas de crédito à habitação atrativas, mais do dobro da média europeia (8%), enquanto 17% destacam preços ou comissões mais baixos.

“Num contexto em que o mercado imobiliário atingiu níveis historicamente elevados, os portugueses demonstram um comportamento financeiro especialmente racional”, afirmou o responsável principal da consultora Miguel Ribeiro, citado em comunicado.

O relatório, baseado num inquérito a cerca de 5 mil clientes de banca de retalho em nove países europeus, revela também que Portugal se destaca pela abertura à inovação tecnológica, nomeadamente à utilização de Inteligência Artificial (IA). Mais de metade dos inquiridos portugueses (52%) admite confiar na IA para aconselhamento financeiro, acima da média europeia de 40%, e 48% dizem sentir-se confortáveis com sistemas que executem operações financeiras no seu nome.

Ao mesmo tempo, 83% mostram-se disponíveis para interações com gestores através de canais digitais, como vídeo, evidenciando uma forte recetividade ao atendimento remoto.

Apesar desta tendência, a confiança no contacto presencial mantém-se. Cerca de 64% dos portugueses consideram necessária uma reunião física em decisões financeiras relevantes, como o crédito à habitação, e 91% afirmam que é importante que o banco tenha uma agência física. No dia a dia, predominam os canais digitais: 84% preferem utilizar aplicações ou ‘websites’ para gerir as finanças e 67% dizem não recorrer a agências para operações correntes.

O estudo apontou ainda para uma crescente abertura aos bancos digitais, uma vez que cerca de 58% dos portugueses admitem utilizar um ‘neobanco’ como conta principal, com o país a surgir entre os mais disponíveis na Europa para fazer esta transição num futuro próximo.

Também no financiamento ao consumo, mais de metade dos inquiridos (53%) mostra-se recetiva a soluções “Buy Now, Pay Later” (BNPL), embora a maioria prefira que estas sejam disponibilizadas pelo banco principal.

Segundo a consultora, o mercado português evidencia um “equilíbrio” entre digitalização e proximidade humana, tendência que deverá marcar o setor em 2026. O estudo conclui que, apesar da rápida transformação digital, a confiança continua a ser um fator central na relação dos portugueses com a banca, sobretudo em momentos de maior impacto financeiro.

“As instituições que prosperarão serão aquelas que oferecerem aconselhamento suportado por IA, mantendo simultaneamente uma rede de agências que esteja focada em gerir situações complexas e decisões financeiras de maior risco”, afirma também a responsável principal da consultora Joana Freixa, citada em comunicado.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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