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Crédito automóvel lidera contratos de crédito ao consumo
Empréstimos têm um valor médio de 14.400 euros e pagam uma taxa de juro de 10,4%.
03 Dez 2025 - 12:26
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Os consumidores em Portugal contrataram, em outubro, 855 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 11,3%, enquanto o número de novos contratos aumentou 4%, para 157.367, divulgou nesta quarta-feira o Banco de Portugal.
As informações divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores abrangem crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.
Em outubro, o crédito renovável foi a categoria com maior número de contratos, representando 58% do total (83.376), embora tenha sido responsável apenas por 18,2% do montante global, com 135 milhões de euros.
O montante de novos créditos registou uma taxa de variação homóloga acumulada dos últimos 12 meses (TVHA) de 2,8%, enquanto o número de contratos recuou 0,2%. Este indicador, segundo o supervisor, permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito ao consumo.
Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de novembro de 2024 a outubro de 2025) foi 2,8% superior ao valor dos novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em outubro do ano anterior.
No caso do crédito automóvel, o crescimento foi de 14,2%, tendo subido para 335,7 milhões de euros, fruto de 21.190 contratos (mais 10,2%).
Já no crédito pessoal, houve um aumento de 12% no número de novos contratos, totalizando 52.801, num montante de 384,3 milhões de euros.
A instituição liderada por Álvaro Santos Pereira assinala que, à exceção do período da pandemia da Covid-19, “os novos montantes contratados têm crescido em todas as finalidades”, sendo o crédito automóvel a categoria com “maior variação desde setembro de 2023”.
Os dados hoje divulgados também analisam o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito, como comissões e impostos.
O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizado mais elevado, com 17,9%, seguido do crédito pessoal (12%) e do crédito automóvel (10,4%).
O crédito automóvel é a categoria com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações: em outubro, metade dos contratos apresentou um valor igual ou superior a 14.400 euros, face a 4.860 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.
A duração média dos contratos para compra de automóveis foi de 7,3 anos, sendo o prazo mais curto no caso dos carros novos (6,3 anos, contra 7,6 anos nos usados).
O Banco de Portugal assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável — que estabelece o rácio entre o montante vivo e o montante total contratado — tem permanecido estável ao longo dos últimos anos, variando entre 25% e 30%. Em outubro, estavam utilizados 27,05% dos plafonds de crédito renovável disponíveis.
No final de outubro, existiam 6,3 milhões de contratos vivos, num montante de 23.659 milhões de euros.
A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,7 milhões), representando 17% do montante total (4.023 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel concentrava a maior fatia do montante global (10.363 milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.273 milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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