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Crowdfunding angaria 4 mil milhões de euros

ESMA publica relatório relativo a 2024. Portugal tem cinco prestadores de serviços que financiaram projetos 100% baseados em empréstimos

29 Dez 2025 - 13:08

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Foto: Unsplash

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A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) publicou o relatório sobre o crowdfunding na União Europeia (UE) relativo ao ano de 2024. O crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo, em que várias pessoas contribuem com pequenas quantias de dinheiro para apoiar um projeto, uma empresa ou uma causa. Em vez de recorrer a um banco ou a um investidor institucional, os promotores do projeto procuram recursos diretamente junto do público, geralmente através de plataformas online.

Segundo aquele documento, “existem em toda a UE 181 prestadores de serviços de crowdfunding, que angariaram mais de 4 mil milhões de euros em 2024. No total, 21 Estados-Membros acolheram pelo menos um prestador ativo”.

“Em 2024, mais de metade (58%) do crowdfunding foi direcionada para projetos baseados em empréstimos, seguindo-se projetos baseados em dívida (23%) e projetos baseados em capital próprio (12%). Esta distribuição do financiamento por tipo de instrumento foi semelhante à do ano anterior, assim como a distribuição dos investidores por tipo, sendo a grande maioria (88%) classificada como investidores de retalho”, refere a ESMA.

Em Portugal, segundo aquele estudo, existiam cinco prestadores de serviços de crowdfunding em 2024, que financiaram projetos de empreendedores nacionais, sempre sob a forma de empréstimos.

Os cinco principais países em termos de capital angariado foram: França (1,45 mil milhões de euros), Países Baixos (1 mil milhões de euros), Espanha (450 milhões de euros), Itália (290 milhões de euros) e Lituânia (280 milhões de euros). Em conjunto, os prestadores destes países angariaram mais de 80% do total na UE. Enquanto a maior parte do financiamento através dos prestadores franceses foi baseada em dívida, o principal tipo de crowdfunding nos restantes maiores mercados foi baseado em empréstimos.

Enquanto em países como Portugal, Polónia, Roménia ou Eslováquia o financiamento via crowdfunding foi concedido apenas a empreendedores nacionais, noutros países, como Malta, Estónia ou Lituânia, o apoio através de crowdfunding foi dado maioritariamente a iniciativas de empreendedores estrangeiros.

No verão de 2025, a ESMA realizou um inquérito a nível da UE para avaliar a utilização da inteligência artificial nos mercados de valores mobiliários. No setor do crowdfunding, foram recebidas respostas de 20 prestadores de serviços provenientes de seis países (França, Portugal, Irlanda, Espanha, Bélgica e Malta). Entre os prestadores de serviços que responderam, quase todos eram microempresas (11) ou pequenas empresas (4), havendo apenas uma empresa de média dimensão.

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