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DBRS considera setor bancário americano “saudável”

A banca americana atingiu um lucro superior a 77,5 mil milhões no segundo trimestre, ao mesmo tempo que melhorou a sua eficiência e a qualidade dos ativos.

04 Set 2026 - 07:22

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Foto: Pexels

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Os bancos americanos continuam a apresentar resultados altamente satisfatórios para os seus acionistas, ao mesmo tempo que mantêm bases sólidas de capital e contenção de risco. Face aos dados publicados recentemente pela Federal Deposit Insurance Corporation, relativos ao segundo trimestre, a DBRS considera que estes reforçam os ‘ratings’ que a agência tem atribuído e demonstram um setor bancário “saudável”.

A DBRS destaca, num comentário publicado no seu site, o desempenho financeiro apresentado no trimestre. De acordo com a agência de notação financeira, entre abril e junho, os bancos americanos reportaram uma margem financeira de 170 mil milhões de euros, subindo 2,8% face ao trimestre anterior. Neste período, as receitas não relacionadas com juros cresceram 6,1% para 82,74 mil milhões.

O aumento da margem financeira resultou, essencialmente, do aumento da carteira de crédito dos bancos, com a margem em si, de 3,32%, a manter-se praticamente igual aos três meses anteriores. Já as receitas não provindas de juros estão ligadas aos maiores rendimentos ligados ao ‘trading’, uma tendência que se verificou na banca em geral.

As despesas dos bancos subiram 2,8% para 141,5 mil milhões. Ao mesmo tempo, as receitas totais tiveram um incremento de 3,8%, resultando numa diminuição do rácio de eficiência para 55,4%.

A DBRS sublinha que os custos de crédito baixaram, contribuindo para esta evolução, levando igualmente a menores provisões para perdas de crédito. Estas baixaram de 18,42 mil milhões para 16,62 mil milhões entre o primeiro e o segundo trimestre.

Considerando um lucro total de 77,57 mil milhões na banca americana nos três meses em análise, isto resulta num retorno sobre os ativos de 1,37% e num ROE de 13,76%, acrescenta a DBRS.

Qualidade dos ativos acima do esperado

“Os bancos continuam a demonstrar resiliência apesar da inflação, das guerras comerciais e do elevado risco geopolítico”, aponta a DBRS. Neste sentido, realça a melhoria dos créditos malparados, bem como a qualidade dos ativos dos cartões de crédito, que evidenciam um “consumidor americano resiliente”.

No que diz respeito à capitalização, a agência de ‘ratings’ relembra que os bancos distribuíram 87% dos seus lucros em dividendos neste trimestre. Isto, aliado ao aumento dos ativos, levou a uma queda de 17 pontos base no rácio de capital de nível 1 baseado no risco, fixando-se em 13,75%, um nível que a DBRS considera como “saudável”.

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