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Banco central neerlandês transfere parte das reservas de ouro de Nova Iorque e Ottawa para Londres
O DNB transferiu um total de 86 toneladas de ouro da América do Norte para Londres, justificando-se com a instabilidade política do momento.
03 Set 2026 - 16:27
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O Banco Central dos Países Baixos (DNB) transferiu parte das suas reservas de ouro de Nova Iorque e Ottawa para Londres, devido à “crescente instabilidade geopolítica” e de forma a “fortalecer a sua preparação para uma crise”. “Melhorar a liquidez e a negociabilidade das reservas de ouro neerlandesas faz parte dos preparativos”, reforça o supervisor em comunicado.
Entre março e agosto, informa, foram transferidas 86 toneladas de ouro que estavam guardadas nos EUA e Canadá para Londres, que, destaca o banco central, “é mundialmente considerado como um dos centros mais importantes de negociação de ouro físico”.
“O ouro depositado no Banco de Inglaterra tem de cumprir as normas internacionais de comércio atuais e é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo, pelo que será o mais prontamente disponível para o DNB numa situação de crise. As reservas de ouro depositadas em Nova Iorque e em Ottawa não podem ser utilizadas de forma tão rápida e direta numa situação desse tipo”, justifica.
Segundo explica o supervisor, existia um total de 612,4 toneladas de ouro em reservas no final de 2025, avaliadas em 72,2 mil milhões de euros. Antes da transferência, 31,3% estava em Nova Iorque, 30,8% em Zeist, 19,7% em Ottawa e 18,1% em Londres.
Com a transferência, Londres passa do quarto para o primeiro lugar, abrigando agora 32,1% das reservas, seguida por Zeist, que se mantém igual. Nova Iorque e Ottawa têm ambas 18,5%.
O DNB adianta ainda que a operação consistiu numa venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova Iorque e a posterior aquisição em Londres. Houve ainda 27 toneladas que foram transportadas fisicamente dos EUA e Canadá para Zeist e, mais tarde, uma quantia semelhante foi levada para Londres, o que evitou a necessidade de derreter barras de ouro de novo, nota o banco central, que garante que a quantidade total deste ativo se manteve a mesma.
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