Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Dinheiro enviado para paraísos fiscais sobe para 9,4 mil milhões em 2025 com Suíça no topo

No ano passado, o número de operações bancárias cresceu 10,4%, com os clientes portugueses a dar 144 644 ordens de transferências, mais 13,6 mil do que em 2024.

30 Jun 2026 - 12:44

4 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

As transferências de clientes com contas bancárias em Portugal para instituições financeiras localizadas em paraísos fiscais aumentaram 16,4% em 2025, para 9,4 mil milhões de euros, com a Suíça como primeiro destino dos fluxos, segundo estatísticas do fisco.

Os dados mais recentes da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sobre transferências para jurisdições com um regime fiscal considerado mais favorável, publicados no Portal das Finanças nesta terça-feira, mostram que os fluxos de capitais aumentaram 1,33 mil milhões de euros num ano, de 8,08 mil milhões de euros em 2024 para 9,4 mil milhões de euros em 2025.

Por força da Lei Geral Tributária, a AT é obrigada a publicar todos os anos no Portal das Finanças informação estatística sobre qual o valor que os clientes com contas bancárias abertas em Portugal transferiram para territórios de baixa ou nula tributação nos quatro anos anteriores, baseando-se nos dados que as instituições financeiras têm de comunicar ao fisco até ao final do mês de março de cada ano. Os dados que a AT publicou dizem respeito ao dinheiro transferido entre 2022 e 2025.

No ano passado, o número de operações bancárias cresceu 10,4%, com os clientes portugueses a dar 144 644 ordens de transferências, mais 13,6 mil do que em 2024. As transferências foram realizadas por 18 244 ordenantes, dos quais 9629 são pessoas em nome individual e 8615 são empresas e outras pessoas coletivas.

Embora haja mais particulares a realizar transferências para paraísos fiscais, 87% do valor tem origem em entidades comerciais, toalizando 8,21 mil milhões. Em contraponto, o montante associado a fluxos de capitais movimentados por pessoas em nome individual vale corresponde a 1,19 mil milhões de euros.

A lista de territórios de destino em 2025 engloba mais de 70 jurisdições. A Suíça e Hong Kong continuam a ser as duas para onde seguem mais fluxos de capital. A praça helvética concentra um terço do montante transferido (33,6%), num total de 3,17 mil milhões de euros, enquanto no centro financeiro da região administrativa especial da China foram colocados 22,2% do total (2,09 mil milhões de euros).

No terceiro lugar surgem territórios considerados paraísos fiscais nos Estados Unidos da América, num valor que ascende a 879 milhões de euros. Os Emirados Árabes Unidos, que em 2024 apareciam em terceiro lugar como destino das transferências, surgem agora em quarto. Em 2025, foram para ali transferidos 767 milhões de euros.

Os territórios imediatamente abaixo na lista são destinatários de fluxos anuais inferiores a 500 milhões de euros, casos de Singapura (475,9 milhões de euros), Macau (314,9 milhões de euros), Maurícias (239,5 milhões) Cabo Verde (157 milhões) Liechtenstein (141,9 milhões), Egito (106, 6 milhões) e Mónaco (81,8 milhões).

A maior parcela das operações relativas a 2025 corresponde a transferências de gestão de tesouraria, que incluem transferências executadas para equilibrar saldos, centralizar liquidez ou otimizar fundos empresariais, movimentações gerais de fundos em que o ordenante e o beneficiário final são a mesma entidade ou pessoa, e o envio de dinheiro entre diferentes bancos (desde que não represente o pagamento de uma fatura comercial, serviço ou investimento a um terceiro).

As transferências realizadas para territórios de baixa ou nula tributação ao longo de 2022 a 2025 totalizam 31,8 mil milhões de euros (31.817.052.737 euros), sendo o valor de 2025 o mais elevado deste período. Em 2022 foram transferidos 7,41 mil milhões de euros, em 2023 foram enviados 6,93 mil milhões, em 2024 os clientes colocaram no exterior 8,08 mil milhões e em 2025 o valor já passou para os 9,4 mil milhões agora conhecidos.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade