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Endividamento de particulares com crédito à habitação cresceu 1,2 mil milhões em julho
Os particulares aumentaram, no total, o seu endividamento em 1,6 mil milhões. Já as empresas privadas endividaram-se em mais 800 milhões.
22 Set 2026 - 11:49
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O endividamento dos particulares via crédito à habitação continua a aumentar. Em julho, foram contratados 1,2 mil milhões de euros em empréstimos para este fim. Já o crédito ao consumo subiu 200 milhões.
No total, o endividamento dos particulares cresceu 1,6 mil milhões. Já as empresas privadas aumentaram a sua dívida em 800 milhões. Neste mês, as empresas emitiram 900 milhões em títulos de dívida de curto prazo, subscritos na sua maioria por não residentes, no valor de 700 milhões. Já o endividamento sob a forma de empréstimos subiu 600 milhões, essencialmente perante o setor financeiro.
Por outro lado, as empresas reembolsaram, em termos líquidos, 600 milhões de títulos de dívida de longo prazo. A maioria eram detidos por não residentes, no valor de 400 milhões, segundo explica o Banco de Portugal em comunicado.
A taxa de variação anual do endividamento continua em crescimento para os particulares, tendo atingido 10% em julho. É o valor mais alto desde o início da série, em dezembro de 2008. Esta tendência verifica-se desde o início de 2024, com apenas uma quebra ligeira registada em fevereiro de 2026. Por sua vez, o endividamento das empresas cresceu 4,39% em julho, após dois meses seguidos a cair.
No setor público, houve uma redução da dívida. Isto deveu-se, sobretudo, ao reembolso de títulos de dívida de longo prazo, em particular de uma obrigação do Tesouro de 9,3 mil milhões. No sentido inverso, houve um aumento de 700 milhões das aplicações dos particulares em Certificados de Aforro e do Tesouro.
No total, o setor não financeiro reduziu o seu endividamento em 5,9 mil milhões para 887,6 mil milhões. O setor público reduziu a sua dívida para 386 mil milhões, enquanto o setor privado aumentou a sua para 501,5 mil milhões.
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