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Crédito à habitação aumenta endividamento dos particulares em 5,9 mil milhões de euros no 1.º semestre de 2026
Ritmo de crescimento homólogo da dívida foi de 9,9%, a variação anual mais elevada registada desde dezembro de 2008
21 Ago 2026 - 11:25
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Bancos preferem renegociar crédito à habitação/Foto: Magnific
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Bancos preferem renegociar crédito à habitação/Foto: Magnific
O ritmo de crescimento do endividamento dos particulares continua a aumentar. Segundo os números divulgados nsta sexta-feira pelo Banco de Portugal, o endividamento dos particulares cresceu 8,2 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, essencialmente devido ao aumento do endividamento perante o setor financeiro, que cresceu 7,2 mil milhões de euros, dos quais 5,9 mil milhões de euros resultaram do crédito à habitação.
Em termos de taxa de variação anual, o endividamento dos particulares aumentou 9,9% em termos homólogos. Trata-se da taxa de variação anual mais elevada registada desde o início da série, em dezembro de 2008.
O endividamento das empresas privadas aumentou 8,8 mil milhões de euros, refletindo o acréscimo do financiamento junto do setor financeiro, em 5 mil milhões de euros, do exterior, em 3,3 mil milhões de euros, e das empresas não financeiras, em 0,4 mil milhões de euros.
Em termos de taxa de variação anual, em junho de 2026, o endividamento das empresas privadas cresceu 4,2% relativamente ao mesmo mês do ano anterior, acima dos 4,1% observados em maio.
No total, no primeiro semestre de 2026, o endividamento do setor não financeiro — administrações públicas, empresas e particulares — aumentou 39,6 mil milhões de euros, para 894,0 mil milhões de euros. Deste total, 500,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 393,6 mil milhões de euros ao setor público — administrações públicas e empresas públicas.
O endividamento do setor público aumentou 22,6 mil milhões de euros. Segundo o Banco de Portugal, “esta evolução refletiu, sobretudo, o acréscimo do endividamento junto do exterior (mais 15,3 mil milhões de euros), decorrente do investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa (mais 15,1 mil milhões de euros, dos quais mais 13,4 mil milhões de euros em títulos de longo prazo)”.
Verificou-se também um aumento do endividamento do setor público perante as administrações públicas, em 4,1 mil milhões de euros, os particulares, em 1,8 mil milhões de euros, e o setor financeiro, em 1,7 mil milhões de euros. Pelo contrário, diminuiu o endividamento junto das empresas, em 0,3 mil milhões de euros.
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