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Estrangeiros a comprar casa em Portugal caem pelo 3.º ano seguido

Estrangeiros investiram 3,4 mil milhões em habitação em Portugal em 2025, correspondente a 8,2% do total de 41,2 mil milhões que foram gastos nas mais de 169 mil casas adquiridas no ano transato.

23 Mar 2026 - 17:05

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Os preços do mercado da habitação português estão cada vez menos atrativos para estrangeiros. 2025 é o terceiro ano consecutivo em que o número de aquisições de casas por pessoas com domicílio fiscal fora de Portugal cai. Foram adquiridas 8471 habitações por estrangeiros, menos 13,3% do que no ano anterior e 20,6% abaixo dos valores registados em 2022.

Entre os compradores estrangeiros, os que residem na União Europeia (UE) foram responsáveis por 4416 alojamentos e os restantes países por 4055. Estes números correspondem a descidas de 9,6% e 17,1%, respetivamente.

Ao mesmo tempo, estes dados, revelados pelo INE nesta segunda-feira, indicam que, das 169 812 habitações transacionadas em 2025, 161 341 foram adquiridas por pessoas ou entidades com domicílio fiscal em Portugal. “Este registo representa 95% do número total de transações, o peso relativo mais elevado da série iniciada em 2019”, revela o INE.

Olhando apenas para o último trimestre do ano, os residentes em território nacional compraram 41 037 casas, menos 3,7% do que no período homólogo. Já os estrangeiros adquiriram 2047 habitações, o que configura uma queda de 20,9%. Destas últimas, 1046 foram compradas por pessoas com domicílio fiscal na UE e 1001 por pessoas com residência noutros países. Nestes casos registam-se diminuições de 18% e 23,7%, respetivamente.

Estrangeiros gastaram 3,4 mil milhões a comprar casa em Portugal

Em termos de valores, é possível averiguar que o investimento estrangeiro em habitação ascendeu a 3,4 mil milhões em 2025, correspondendo a 8,2% do total de 41,2 mil milhões gasto em habitações. Este foi o ano, desde o início da série em 2019, em que o peso dos residentes nacionais foi maior.

“Em média, em 2025, o valor das transações por compradores com domicílio fiscal no território nacional correspondeu a 234 120 euros, abaixo do valor médio apurado para os compradores com domicílio fiscal UE, de 335 640 euros, e restantes países, de 470 277 euros”, adianta o INE. Os residentes da UE adquiriram casas no valor total de 1,5 mil milhões, enquanto os que tinham residência noutros países ascenderam a 1,9 mil milhões.

Sobre o destino do investimento estrangeiro, o Algarve destaca-se no mapa. Foi nesta região que ocorreram 29,7% das transações por compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, correspondentes a 42,4% do montante total. Em número de operações, o Norte surge em segundo lugar, com 20% das mesmas, e o Centro em terceiro, com 14,9%. No que diz respeito ao valor, o segundo lugar pertence à Grande Lisboa, que concentra 22,2%, e o terceiro ao Norte, com 12,1%.

Brasil é o país de naturalidade estrangeiro que concentra mais aquisições

Olhando para o país de naturalidade dos compradores do setor institucional das famílias – que o INE define como “local de nascimento ou local da residência habitual da mãe à data do nascimento” – o Brasil é o que segue em frente em número de transações, com 9808. Recorde-se que foram 148 632 casas adquiridas por este setor. Destas, 107 546, equivalentes a 72,4% do total, foram habitações compradas por pessoas com naturalidade em Portugal.

O Brasil foi ainda aquele que teve o maior crescimento anual (27,5%) neste em número de transações de compradores com outra naturalidade que não Portugal. Entre os adquirentes com naturalidade estrangeira, o Brasil concentrou 23,9% do total.

Em segundo lugar surge Angola, com 4145 casas compradas, um aumento de 2,2%. Por sua vez, França ocupa o terceiro lugar com 3765 habitações transacionadas, um decréscimo de 6,2%. Apesar de se manter no pódio, França apresentou a queda mais acentuada.

O INE destaca ainda a Ucrânia, Cabo Verde e Venezuela como países de naturalidade que registaram uma subida superior a 25% em número de transações.

Note-se que os países que dominam o pódio ficam longe dos lugares cimeiros em termos de valor médio por transação. Aqui destacam-se o Reino Unido, com 512 585 euros, os EUA, com 479 403, e a China, com 414 700 euros. Surgem ainda Alemanha, Países Baixos, Israel, Ucrânia e Suíça com valores médios mais elevados do que Brasil, Cabo Verde e França.

O INE faz ainda uma divisão à luz de duas dimensões: naturalidade e domicílio fiscal. Assim, conclui que, do total de 148 632 casas adquiridas por famílias, 105 522 tinham naturalidade em Portugal e domicílio fiscal em território nacional. Outras 34 838 habitações foram compradas por pessoas com domicílio fiscal em Portugal, mas naturalidade em país estrangeiro. 6248 compradores não tinham domicílio fiscal nem naturalidade em Portugal, enquanto 2024 não tinham domicílio fiscal, mas tinham naturalidade portuguesa.

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