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Euroclear diz que a Europa precisa “de uma base monetária soberana em euros disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana”
Prioridade deve ser a criação de mercados digitais europeus competitivos e soberanos
11 Dez 2025 - 12:35
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A Euroclear — câmara de compensação e liquidação internacional — publicou nesta quinta-feira uma mensagem dirigida ao Parlamento Europeu sobre “O futuro dos ativos digitais na Europa”. Nessa mensagem, a Euroclear — que é também a entidade responsável por guardar os ativos russos congelados no espaço europeu — afirma que a Europa precisa de “uma base monetária soberana em euros disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, complementada por dinheiro digital regulamentado ao abrigo do regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA); um regime piloto de DLT revisto, que apoie tanto a inovação em pequena escala como projetos de grande dimensão; elegibilidade de títulos digitais como garantia para operações do Eurosistema, incentivando a sua emissão; e um quadro jurídico harmonizado — um ‘28.º regime’ para ativos digitais — que reduza a fricção e permita escalabilidade transfronteiriça”.
A entidade afirma que estas bases “fomentarão mercados digitais europeus competitivos e soberanos, desbloqueando eficiências e criando valor. Também salvaguardarão a estabilidade financeira e permitirão uma adoção fluida graças à interoperabilidade entre sistemas legados e novas tecnologias”.
“A Europa foi pioneira no desenvolvimento do cenário dos ativos digitais, mas a concorrência global está a acelerar, com os participantes a avançar rapidamente para mercados disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, e a lançar serviços em larga escala. Para se manter competitiva, a Europa precisa de acelerar a clareza regulatória e o desenvolvimento do mercado”, adianta a Euroclear.
A colaboração entre os setores público e privado é essencial. “Na Euroclear, iniciativas como a D-FMI e a PYTHAGORE refletem o nosso compromisso em moldar um ecossistema financeiro preparado para o futuro, em parceria com os participantes do mercado, os bancos centrais e os decisores políticos. Juntos, podemos construir as bases para uma Europa mais inovadora, competitiva e resiliente”, conclui a entidade.
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