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Fintechs representam cerca de 4% da receita total global dos serviços financeiros

Relatório da Boston Consulting Group (BCG) e da FT Partners indica que o setor se está a consolidar através do bom desempenho operacional

01 Jun 2026 - 19:55

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Foto: Freepik

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O setor das fintechs a nível mundial já representa cerca de 4% da receita total global dos serviços financeiros, refere a mais recente edição do Relatório Global das Fintechs 2026, subordinado ao tema “Da Recuperação ao Ressurgimento”, elaborado em conjunto pelo Boston Consulting Group (BCG) e pela FT Partners. Segundo o relatório, a “recuperação do setor não é impulsionada por capital barato ou otimismo especulativo, mas sim pelo desempenho operacional”.

O estudo indica que as maiores fintechs do mundo são agora mais lucrativas do que em qualquer outro momento da história do setor, com 74% das maiores empresas cotadas a apresentar lucros e as margens de EBITDA médias a subirem 400 pontos base, para 20% em 2025.

O setor atraiu 58 mil milhões de dólares em financiamento de capital, um aumento de 53% em relação ao ano anterior, enquanto as receitas globais das fintechs ultrapassaram meio bilião de dólares, crescendo 22% e mais de quatro vezes mais rapidamente do que as instituições financeiras tradicionais.

“O setor das fintechs não só recuperou dos anos de reestruturação, como emergiu como uma indústria fundamentalmente mais madura”, afirma Inderpreet Batra, diretor-geral e líder global da área de Pagamentos e Fintech do BCG, e coautor do relatório. “As empresas líderes de hoje são lucrativas, disciplinadas e estão a expandir-se para novos produtos e regiões geográficas com uma seriedade que nem sempre esteve presente nos anos de bonança. A questão agora é até onde poderão chegar na transformação dos serviços financeiros”, acrescenta.

“A maturidade do setor foi impulsionada até agora por uma mudança no enquadramento regulatório, pelo aumento das atividades de fusões e aquisições e pela expansão dos neobancos. Mais recentemente, os rápidos avanços na inteligência artificial representam uma nova oportunidade para reduzir ainda mais os custos e aumentar a produtividade”, refere o documento.

“Está a surgir uma verdadeira divisão entre as fintechs que tornaram a IA fundamental — incorporada nas finanças, contabilidade, atendimento ao cliente, prevenção de fraude e outras funções — e aquelas que ainda a utilizam apenas como apoio à programação e a alguns fluxos de trabalho isolados”, afirma Steve McLaughlin, CEO da FT Partners e coautor do relatório. “As grandes empresas consolidadas estão a investir fortemente em IA, mas o capital por si só não gerou resultados excecionais. A diferença está na gestão, no talento em engenharia e na vontade de reestruturar verdadeiramente a organização. É isso que irá distinguir os vencedores dos restantes nos próximos anos.”

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