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Existem em Portugal 30 milhões de cartões de pagamento ativos
“Estamos a enfrentar a tempestade perfeita”, afirmou o presidente da Associação Nacional de Instituições de Pagamento e Moeda Eletrónica, alertando para o excesso de regulação e para os desafios que se colocam
07 Nov 2025 - 12:22
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Foto: Adobe Stock/alexmak
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Os meios de pagamento estão a enfrentar “a tempestade perfeita”, disse esta sexta-feira João Bettencourt da Câmara, presidente da Associação Nacional de Instituições de Pagamento e Moeda Eletrónica, na abertura da 3.ª Conferência da ANIPE, que decorre em Lisboa. O excesso de regulamentação e o redesenho da arquitetura europeia dos sistemas de pagamento exigem destas empresas uma atenção e um dinamismo redobrados.
O responsável revelou que “existem, neste momento, 30 milhões de cartões ativos, o que corresponde a uma média de três cartões por cada português”. Em termos de transações eletrónicas processadas pelo SICOI (Sistema de Compensação Interbancária, gerido pelo Banco de Portugal), foram registadas 4,7 mil milhões em 2024.
O presidente da ANIPE deu ainda um exemplo do rigor regulatório existente no nosso país, ao recordar um estudo da Associação que comparou a atividade de 183 empresas de pagamentos em Portugal e 381 em Espanha. Segundo o mesmo responsável, “existiram 2000 expedientes sancionatórios em Portugal, contra 200 em Espanha, no mesmo período”.
Também a lentidão no licenciamento de novas entidades foi um problema abordado. “No caso de fusões e aquisições entre empresas, existem processos que demoram três anos a concluir”, referiu Bettencourt da Câmara.
Atualmente, existem 16 entidades registadas em Portugal como instituições de pagamento e moeda eletrónica, contra 88 em Espanha, 92 em França e 1392 no Reino Unido. Entre novembro de 2022 e novembro de 2025, apenas uma nova empresa foi registada em Portugal, contra cinco em Espanha e seis em França.
Em relação aos criptoativos, João Bettencourt da Câmara é taxativo: “Já perdemos o comboio dos criptoativos em Portugal — 18 meses, neste setor, é demasiado tempo”.
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