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FED baixa taxas de juro em 25 pontos base

Stephen Miran, nomeado por Donald Trump para a Reserva Federal, votou contra a decisão de Jerome Powell e defendia uma descida de 50 pontos base.

29 Out 2025 - 18:37

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Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED

Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED

A Reserva Federal norte-americana (FED) reduziu nesta quarta-feira as taxas de juro de referência em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75% e 4%, o nível mais baixo desde dezembro de 2022. A decisão, liderada pelo presidente da FED, Jerome Powell, contou com os votos favoráveis de nove membros do Comité Federal e dois votos contra.

Um desses votos foi o de Stephen Miran, nomeado recentemente por Donald Trump para substituir Adriana Kugler, que renunciou ao seu mandato a meio deste ano. Miran defendia uma descida mais agressiva das taxas, de 50 pontos base — uma proposta que tem sido reiteradamente feita por Trump, que tem mesmo ameaçado demitir o presidente da Fed.

O outro voto contra a descida de 25 pontos base foi o de Jeffrey R. Schmid, que defendia a manutenção das taxas nos níveis atuais.

Em comunicado, a Reserva Federal esclarece que “os indicadores disponíveis sugerem que a atividade económica tem vindo a expandir-se a um ritmo moderado. A criação de emprego abrandou este ano e a taxa de desemprego aumentou ligeiramente, mas manteve-se baixa até agosto”. Quanto à inflação, “aumentou desde o início do ano e continua algo elevada”.

O comunicado acrescenta ainda: “Na avaliação da orientação adequada da política monetária, o Comité continuará a monitorizar as implicações das novas informações para as perspectivas económicas. O Comité está preparado para ajustar a orientação da política monetária, conforme necessário, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance dos seus objetivos. As avaliações do Comité terão em conta um vasto leque de informações, incluindo dados sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionistas e expectativas de inflação, bem como desenvolvimentos financeiros e internacionais”, conclui a FED.

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