2 min leitura
Fernando Telles critica dificuldades operacionais do Banco BIC em Angola
O fundador do Banco BIC refere dificuldades na venda de divisas no país e aponta responsabilidades ao Governo angolano.
17 Jun 2025 - 11:02
2 min leitura
Foto: Banco BIC
Mais recentes
- DBRS sobe ‘rating’ de emissor de longo prazo da CGD para A (alta) com perspetiva estável
- IGCP realiza na próxima semana leilão de até 1,25 mil milhões
- Belga KBC Bank passa a integrar painel da Euribor
- Banco Montepio publica ‘framework’ de obrigações, verdes, sociais e de sustentabilidade
- Santander Portugal antecipa reembolso de 400 milhões em obrigações
- Barclays adquire plataforma financeira digital dirigida a crianças e adolescentes
Foto: Banco BIC
O empresário e fundador do Banco BIC, Fernando Telles, refere que o poder angolano está a “ostracizar” a instituição financeira só porque tem como um dos principais acionistas Isabel dos Santos, filha do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Numa entrevista dada esta terça-feira ao jornal Expansão, o empresário, que vendeu no ano passado a sua participação (37,5%) no Eurobic em Portugal aos espanhóis do Abanca, diz que “de janeiro a março não nos venderam divisas”, acrescentando que, “não é possível que um banco que é líder de mercado, que é o banco que mais crédito concede à economia, que tem mais agências, que tem 2.150 colaboradores, não possa ir ao mercado comprar divisas”.
“Dizem que o Banco BIC, enquanto tiver a participação de Isabel dos Santos (42,5%), vai ser preterido. Mas eu acho isso errado. Eu tenho estado calado, mas estamos a ser atacados”, disse Fernando Telles ao jornal angolano.
Recorde-se que o governo angolano colocou um processo crime contra Isabel dos Santos, que chegou no mês passado a tribunal, em que a filha do ex-presidente angolano é acusada de peculato, burla qualificada, abuso de poder, abuso de confiança, falsificação de documentos, associação criminosa, participação económica em negócio, tráfico de influências e branqueamento de capitais, durante a sua gestão à frente da petrolífera angolana, Sonangol, entre 2016 e 2017.
Isabel dos Santos, que vive no Dubai, sempre afirmou ser inocente de todos os crimes, justificando este processo como uma “perseguição política”.
Mais recentes
- DBRS sobe ‘rating’ de emissor de longo prazo da CGD para A (alta) com perspetiva estável
- IGCP realiza na próxima semana leilão de até 1,25 mil milhões
- Belga KBC Bank passa a integrar painel da Euribor
- Banco Montepio publica ‘framework’ de obrigações, verdes, sociais e de sustentabilidade
- Santander Portugal antecipa reembolso de 400 milhões em obrigações
- Barclays adquire plataforma financeira digital dirigida a crianças e adolescentes