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Governador do Banco de Inglaterra alerta para perigo da desregulamentação
Andrew Bailey identifica a postura crescente para uma regulamentação mais flexível como um risco à estabilidade financeira alcançada após a crise de 2008.
11 Fev 2025 - 16:41
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Banco de Inglaterra | Foto: Wikimedia
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Banco de Inglaterra | Foto: Wikimedia
O governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, alertou nesta terça-feira para os riscos de cortar na regulação de forma desenfreada, recordando os danos da crise financeira de 2008.
Num discurso na University of Chicago Booth School of Business, em Londres, Bailey assinalou que “há uma reação a decorrer contra a regulação”, em particular face à regulação estabelecida em resposta à crise financeira de 2008.
“Não devemos esquecer os danos duradouros causados”, afirmou, citado pela Bloomberg.
Os comentários de Bailey surgem num contexto de alteração da postura face à regulamentação e que tem afetado várias geografias, desde os Estados Unidos da América, o Reino Unido ou a União Europeia.
A introdução do quadro de estabilidade financeira Basileia 3.1 foi adiada nas três regiões, tendo Bailey atribuído este adiamento aos bancos norte-americanos.
No Reino Unido, o Governo trabalhista fez das reformas do planeamento e outros tipos de desregulamentação uma peça central para a agenda de crescimento, tendo sinalizado a vontade de diluir as regras bancárias para facilitar o acesso das famílias ao crédito à habitação.
De igual forma, refere a Bloomberg, os requisitos de capital dos bancos mais pequenos também podem ser aliviados.
“É sensato evitar a ideia de que a regulamentação é a melhor solução para qualquer problema, mas não vamos cair na noção oposta de que é sempre, por definição, a pior alternativa”, disse o governador.
“A crise financeira demonstrou que não há crescimento sustentável sem estabilidade financeira”, acrescentou.
Bailey sinalizou os fundos de cobertura (‘hedge funds’ em inglês) como um risco para a estabilidade financeira e defendeu que é fundamental “ter e desenvolver instrumentos de avaliação e intervenção”.
Na opinião do governador, estão a subestimar-se as mudanças nos mercados financeiros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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