2 min leitura
Governador do BdP defende que remunerar bem os depósitos é uma “responsabilidade social”
O governador do Banco de Portugal criticou a diferença entre os juros dos depósitos no banco central e nos bancos. Destacou a responsabilidade social de gerir as poupanças dos portugueses e pediu mais apoio à economia.
12 Mar 2025 - 16:13
2 min leitura
Foto Cristina Bernardo | Media9
Mais recentes
- Dados corretos não chegam para garantir boas decisões com IA
- Bancos americanos reportam crescimento de 15% nas receitas de mercados de capitais no 3.º trimestre
- O meu agente de IA vai combinar com o teu agente de IA para falarmos com o agente de IA do banco
- Qualidade dos dados é decisiva para transformar IA em confiança
- Fundação “la Caixa” financia 20 projetos portugueses de investigação em saúde com 7,6 milhões
- Reino Unido vai aumentar a tributação dos bancos para equilibrar as contas públicas
Foto Cristina Bernardo | Media9
O governador do Banco de Portugal defendeu nesta quarta-feira, numa conferência organizada pelo Jornal Económico, o “Fórum Banca”, que “não é muito compreensível que haja uma diferença significativa entre a remuneração dos depósitos da banca no banco central e a remuneração dos depósitos que a banca faz aos seus clientes”.
A atividade da banca de receber depósitos “é atribuída por nós, pelo país”, recordou o governador, acrescentando que é uma “responsabilidade social gerir as poupanças dos portugueses” e respeitar esse contrato social também na remuneração dos depósitos.
“Hoje, podemos exigir que a banca apoie a economia, que a banca reflita no rendimento que dá às poupanças dos portugueses aquilo que é também a remuneração que a banca obtém nos bancos centrais pelos depósitos que lá tem”, afirmou Centeno.
Do dinheiro que os clientes depositam nos bancos, a parte que os bancos não emprestam em crédito depositam nos bancos centrais. Atualmente, a taxa de juro de depósitos do BCE é de 2,5%, sendo esse o juro que os bancos recebem pelo dinheiro que aí depositam.
Já a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares diminuiu em janeiro pelo 13.º mês consecutivo para 1,98%, segundo dados do Banco de Portugal.
O tema dos juros dos depósitos foi hoje debatido no painel dos banqueiros no Fórum Banca, que consideraram que a remuneração dos depósitos é sobretudo uma questão de concorrência, de procura e oferta.
Mário Centeno (ex-ministro das Finanças de governos PS, de António Costa) termina o seu mandato como governador do Banco de Portugal em julho deste ano. A crise política e novas eleições legislativas poderão levar a atrasar a recondução ou substituição do governador, pois este é nomeado pelo Governo mas tem de passar por audições no parlamento antes de tomar posse.
CDN com Agência Lusa
Mais recentes
- Dados corretos não chegam para garantir boas decisões com IA
- Bancos americanos reportam crescimento de 15% nas receitas de mercados de capitais no 3.º trimestre
- O meu agente de IA vai combinar com o teu agente de IA para falarmos com o agente de IA do banco
- Qualidade dos dados é decisiva para transformar IA em confiança
- Fundação “la Caixa” financia 20 projetos portugueses de investigação em saúde com 7,6 milhões
- Reino Unido vai aumentar a tributação dos bancos para equilibrar as contas públicas