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Isabel Schnabel defende nova subida da taxa de juros do BCE
Isabel Schnabel considera que a atual taxa de juro é insuficiente para controlar a inflação no médio prazo.
26 Ago 2026 - 10:14
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Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE | Foto: BCE
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Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE | Foto: BCE
Isabel Schnabel, da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE), defendeu uma nova subida das taxas de juro do banco central, devido à persistência do conflito no Médio Oriente. A dirigente do BCE reforça a preocupação com a inflação, que não acredita regressar aos valores ideais com a atual taxa de juro.
Schnabel acredita que a subida dos preços acima dos 2% vai manter-se por um período extenso devido aos custos elevados da energia. Para a banqueira alemã, esperar que esta realidade se reflita nos salários para atuar é colocar o banco central em desvantagem, segundo indicou à Bloomberg e citou a Europa Press.
“É essencial evitar efeitos secundários o mais rápido possível, já que agir tardiamente pode exigir um ajuste ainda maior”, alerta, argumentando que é necessário um ajuste adicional neste momento pois a atual taxa de juro é insuficiente para controlar a inflação no médio prazo.
Nem tudo é mau e Schnabel destaca o crescimento económico recente, com o PIB da maior economia da Zona Euro, a Alemanha, a crescer 0,3% no segundo trimestre e o da Zona Euro a subir 0,4%. “A economia continua mais forte do que o esperado, e os dados recentes têm surpreendido repetidamente pela positiva”, reconhece.
Para tal, têm contribuído a política fiscal, o aumento dos gastos com defesa e a ascensão da Inteligência Artificial. Mais ainda, acredita que os indicadores de confiança em rota ascendente demonstram um crescimento que ganha impulso. Ainda assim, vê os riscos para o crescimento económico “ligeiramente inclinados para cima”.
Já os preços da energia são a grande preocupação para a inflação, especialmente no gás natural, devido às baixas reservas na Europa. “Isso representa um risco significativo para a inflação”, reforçou.
Recorde-se que o BCE subiu as taxas de juro em junho, para fazer face à inflação causada pelo conflito no Médio Oriente, e estima-se uma nova subida em setembro, após a pausa de julho.
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