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Avaliação bancária da habitação sobe mais de 15% para 2240 euros por metro quadrado

A Grande Lisboa continua a dominar os preços e a Península de Setúbal mantém-se a região com maior subida do valor mediano do metro quadrado.

26 Ago 2026 - 11:56

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Foto: Adobe Stock/Kenishirotie

Foto: Adobe Stock/Kenishirotie

O valor mediano do metro quadrado na avaliação bancária das habitações continua a crescer a dois dígitos, ainda que abaixo dos valores dos últimos meses. Em julho, o preço subiu 15,2% em termos homólogos para 2240 euros por metro quadrado, abaixo do aumento de 16,6% do mês anterior.

Em comparação com julho de 2025, não houve qualquer redução no território nacional. Já a Península de Setúbal teve, mais uma vez, a variação mais elevada, de 20,4%.

Em termos absolutos, o valor subiu 12 euros em cadeia. O Alentejo foi a região com maior crescimento entre junho e julho, de 1,3%, com a descida mais acentuada a verificar-se nos Açores, em 1,9%, segundo os dados revelados pelo INE nesta quarta-feira.

A Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal são as regiões com os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país, em 51,7%, 32,6% e 24,2%, respetivamente. No sentido oposto, a Beira Baixa, o Alto Alentejo e o Alto Tâmega e Barroso foram as regiões com os preços mais baixos quando comparados com a mediana nacional, de 52,9%, 52,5% e 50%, respetivamente.

No caso dos apartamentos, o valor mediano da avaliação bancária ascendeu a 2627 euros por metro quadrado, mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025. A Grande Lisboa lidera os preços, com 3469 euros por metro quadrado, seguida pelo Algarve, com 3010 euros por metro quadrado.

O Centro e o Alentejo registaram os valores mais baixos, de 1739 euros e 1778 euros por metro quadrado, respetivamente. Contudo, o Alentejo reportou o maior aumento anual, correspondente a 25,3%. Não houve descidas.

As moradias registaram um aumento de 13,6% no preço, subindo para 1606 euros por metro quadrado. Na Grande Lisboa, o valor atingiu 2922 euros e no Algarve alcançou 2846 euros, os mais elevados do país. O Centro e o Alentejo têm os preços mais baixos, de 1163 euros e 1300 euros por metro quadrado, respetivamente. O maior crescimento deu-se na Madeira e não houve qualquer decréscimo.

O número de avaliações em julho totalizou 34 053, das quais 21 036 foram apartamentos e 13 017 foram moradias. Face a julho de 2025, o número de avaliações aumentou 0,6%. Já em relação ao mês anterior, subiu 1,4%, o que se traduz em mais 458 avaliações.

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