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BCE vai parar a descida dos juros
Martins Kazaks, membro do Conselho de Governadores diz que “já passou o tempo do sobe e desce dos juros”
25 Jul 2025 - 14:22
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Martins Kazaks, BCE | Foto: wikipedia
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Martins Kazaks, BCE | Foto: wikipedia
Multiplicam-se as reações à decisão desta semana do Banco Central Europeu (BCE) de manter as taxas de juro nos 2%, enquanto já se desenham cenários para a próxima reunião, marcada para 11 de setembro. Tudo dependerá do nível de taxas aduaneiras que os Estados Unidos irão impor à União Europeia (UE) no próximo dia 1 de agosto. Entre os 15%, que fazem parte de um dos cenários de contingência do BCE, e os 30%, que ultrapassam todas as previsões, a maioria dos analistas considera que o BCE não deverá alterar o valor atual de 2%.
Nesta sexta-feira, Martins Kazaks, membro do Conselho do BCE, afirmou em entrevista em Frankfurt que «manter as taxas nos níveis atuais tem valor, e já passou a época das decisões descabidas, como aumentá-las ou diminuí-las». O responsável acrescentou: “não há necessidade de ficar nervoso; não há necessidade urgente de aumentar as taxas. Dados os nossos cortes consideráveis e contínuos no último ano, ainda há muita flexibilização monetária a aplicar na economia”.
Antes da decisão desta semana do BCE, Kazaks já se tinha manifestado contra uma descida, afirmando que o BCE deveria manter uma “margem de manobra” durante algum tempo. Em junho, acrescentou: “não creio que o mercado deva esperar que a trajetória de redução das taxas em todas as reuniões continue. Não há necessidade e há valor em manter o espaço político”.
A agência Europa Press ouviu vários analistas de instituições financeiras, que consideram que, apesar de a hipótese de uma descida “estar em cima da mesa para setembro”, o resultado das negociações entre a UE e os EUA sobre as tarifas será determinante para a decisão final.
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