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Lagarde define objetivos para 2026: o euro digital e as novas notas
Na sua mensagem de Natal, a presidente do Banco Central Europeu congratulou-se com o facto de a inflação ter atingido os 2%.
26 Dez 2025 - 11:23
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Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, deixou uma mensagem de Natal
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Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, deixou uma mensagem de Natal
Christine Lagarde deixou uma mensagem de Natal nas redes sociais onde se congratulou com o facto de o Banco Central Europeu (BCE) ter conseguido o objetivo de baixar a inflação para perto dos 2%. “Foi um ano muito trabalhoso”, disse a presidente do BCE na sua mensagem natalícia, acrescentando: “Estamos orgulhosos de ter atingido o nosso objetivo ao nível da inflação nos 2%. A inflação desceu para os níveis que definimos.”
Reiterando que estes são “tempos difíceis”, Lagarde adiantou que os dois grandes projetos em que o BCE está a trabalhar para 2026 são “o euro digital — completámos o processo de preparação, o Conselho de Governadores deu ‘luz verde’ para passarmos à próxima fase e estamos a aguardar que o Parlamento Europeu produza a versão final da legislação que nos permita avançar para o lançamento da moeda digital”.
O segundo grande projeto “são as novas notas de euro. Vamos renovar as nossas notas. O processo está em andamento e teremos novos designs e novos símbolos”.
“Saibam que o BCE está fortemente empenhado na manutenção da estabilidade dos preços ao serviço de todos os nossos compatriotas europeus”, refere Christine Lagarde na sua mensagem natalícia.
Entretanto, Alexander Jung, economista sénior do BCE, publicou um artigo sobre a independência dos bancos centrais. Intitulado “Porque é importante a independência do banco central? – lições dos últimos 50 anos”, o trabalho baseia-se numa pesquisa a 155 bancos centrais ao longo de um período de 50 anos, demonstrando “que a independência é importante para a estabilidade de preços. Bancos centrais independentes conseguem implementar políticas monetárias mais credíveis e, portanto, são mais eficazes no controlo da inflação”.
A grande conclusão do estudo é que “a experiência dos últimos 50 anos sublinha a importância de salvaguardar a independência dos bancos centrais como pedra angular de uma política monetária sólida, oferecendo benefícios significativos para a sociedade”.
“A independência é importante, mas isso não significa que os bancos centrais devam ter poder ilimitado. Tornar os bancos centrais democraticamente responsáveis pelas suas ações fortalece a legitimidade e reduz a interferência política”, refere Alexander Jung, que termina com um apelo: “Atenção, formuladores de políticas: enfraquecer a independência do banco central mina a credibilidade da política monetária e coloca em risco a estabilidade de preços.”
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