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Lucro do UniCredit cai em cadeia, mas já supera em 13% primeiros nove meses de 2024
O UniCredit obteve um lucro de 2,63 mil milhões de euros no último trimestre, um aumento de 4,7% face ao ano passado. O lucro dos primeiros nove meses foi 8,75 mil milhões.
22 Out 2025 - 12:29
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Foto: UniCredit
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Foto: UniCredit
O UniCredit apresentou nesta quarta-feira os seus resultados trimestrais, tendo obtido, de junho a setembro, um lucro de 2,63 mil milhões de euros, o que equivale a uma quebra de 21,3% face ao trimestre anterior. Contudo, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, o banco melhorou o resultado em 4,7%.
Tendo em conta os nove meses de 2025, o banco italiano já alcançou um lucro de 8,75 mil milhões, conseguindo aumentar o seu lucro em 13% face a igual período de 2024. O UniCredit informou ainda, em comunicado, que vai distribuir um dividendo intercalar de 2,2 mil milhões, a ser pago no dia 26 de novembro.
No que diz respeito às receitas, o UniCredit registou um total de 6,2 mil milhões no trimestre e 18,85 mil milhões no compêndio do ano. Houve um aumento anual de 0,3% entre trimestres e uma evolução nula nos nove meses do ano face ao período homólogo.
Por sua vez, a margem financeira observou quedas em todos os períodos. Em comparação com o terceiro trimestre de 2024, este último baixou 5,4% para 3,37 mil milhões. Entre janeiro e setembro, a margem foi de 10,3 mil milhões, abaixo dos 10,7 mil milhões registados um ano antes. Estes decréscimos devem-se à descida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu ao longo do ano.
Do lado das despesas, o segundo maior banco italiano denota um controlo das mesmas, com os custos entre junho e setembro a baixarem 0,1% quando comparados com igual período de 2024. Nos primeiros nove meses de 2025, o banco viu as despesas subir 0,4% para 6,93 mil milhões. O rácio de eficiência do UniCredit, entre janeiro e setembro, foi de 36,8%, uma deterioração de 0,2 pontos percentuais (pp) em relação aos meses homólogos.
A capitalização da instituição teve também uma queda, com o rácio CET1 a baixar 1,4 pp, fixando-se em 14,8%, entre janeiro e setembro. Já a rentabilidade subiu, registando um RoTE de 21,7% no período referido, 2 pp acima do anterior. Contudo, o RoTE do terceiro trimestre ficou 0,7 pp abaixo do mesmo trimestre de 2024.
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