2 min leitura
Maior acionista da Lenovo quer vender 90% do banco privado mais antigo do Luxemburgo
O Banque Internationale à Luxembourg procura um investidor para adquirir a participação da chinesa Legend Holdings.
22 Set 2026 - 10:58
2 min leitura
Foto: BIL
Mais recentes
- Abranda o aumento do preço das casas e transações começam a cair
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Livre quer eliminação das comissões no reembolso antecipado do crédito à habitação durante o período de taxa variável
- PAN pede ao Governo que alargue a todos os contratos de crédito à habitação a dedução em IRS dos gastos com as prestações
- Associação Angolana de Bancos lança campanha nacional de prevenção a fraude
- Novo Banco leva aos investidores portugueses quatro ETF da americana ARK Invest
Foto: BIL
O Banque Internationale à Luxembourg (BIL) pode vir a mudar de mãos nos próximos meses. O seu maior acionista, a chinesa Legend Holdings – também a maior acionista do Grupo Lenovo – procura vender a sua participação no banco, correspondente a 90% do capital social.
Segundo fontes citadas pelo Financial Times (FT), o acionista está a trabalhar com o Goldman Sachs neste processo e a aceitar propostas iniciais até ao final de setembro. O banco pode vir a ser avaliado em 2,5 mil milhões de euros ou mais.
Recorde-se que a Legend Holdings entrou no capital do BIL em 2017, numa operação que colocou a valorização do banco em 1,6 mil milhões. A instituição chinesa adquiriu a participação à empresa de investimento Precision Capital, que representa membros da família real do Qatar.
As propostas que chegam são de instituições europeias e do Médio Oriente, indicam as mesmas fontes do FT, que alertam ainda para o facto de tudo isto estar ainda em fases iniciais. Acrescentam ainda que alguns proponentes podem estar apenas interessados em partes do BIL.
O outro acionista do banco, com os restantes 10%, é o Governo do Luxemburgo. Fundado em 1856, o BIL proporciona serviços que vão desde a gestão de património a ‘corporate banking’. Os ativos do banco no final de 2025 rondavam os 50 mil milhões e o lucro alcançado atingiu 210 milhões.
O FT relembra que alguns investidores chineses estão a sair das estruturas acionistas de várias instituições financeiras europeias. O periódico britânico aponta a saída da Fosun da Ageas em 2024 e a da Geely do dinamarquês Saxo Bank no ano passado. Também em Portugal a Fosun pode estar de saída do Millennium BCP, como já foi avançado por vários órgãos de comunicação.
Aos olhos dos bancos europeus, o BIL pode ser um ativo interessante para fortalecer a área de gestão de património. A consolidação bancária na Europa está a avançar a passos largos, com o mercado italiano na dianteira, onde várias Ofertas Públicas de Aquisição surgiram nos últimos dois anos. Algumas bem-sucedidas, outras nem tanto.
Ao FT, tanto o BIL como o Goldman Sachs recusaram comentar a situação. A Legend Holdings não estava disponível para comentar de imediato.
Mais recentes
- Abranda o aumento do preço das casas e transações começam a cair
- Maior acionista da Lenovo quer vender 90% do banco privado mais antigo do Luxemburgo
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Livre quer eliminação das comissões no reembolso antecipado do crédito à habitação durante o período de taxa variável
- PAN pede ao Governo que alargue a todos os contratos de crédito à habitação a dedução em IRS dos gastos com as prestações
- Associação Angolana de Bancos lança campanha nacional de prevenção a fraude