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Margem financeira do Crédito Agrícola cai quase 17% e lucro tomba mais de 30% até setembro
O Crédito Agrícola registou um lucro de 241,6 milhões nos primeiros nove meses do ano.
21 Nov 2025 - 10:24
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Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA
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Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA
O Crédito Agrícola reportou nesta sexta-feira um lucro de 241,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que equivale a uma redução de 30,4% face ao período homólogo. O banco registou uma queda de 16,8% na margem financeira, caindo 99,3 milhões para 493,5 milhões de euros.
O banco, em comunicado, justifica estes resultados precisamente com a descida da margem financeira, aliada a um aumento de custos de estrutura de 5,5% para 349,5 milhões e um reforço das provisões em 26,4 milhões, mais 216,5%. O produto bancário caiu 14% para 689,1 milhões.
A atenuar as perdas surge o crescimento das comissões líquidas, em 5,4%, para 119,4 milhões e a subida de 2,6% nos resultados de contratos de seguros, para um total de 73,6 milhões. O Crédito Agrícola teve ainda uma redução de impostos de 35,3% para 70,4 milhões.
Os depósitos dos clientes do Crédito Agrícola ascenderam a 23,2 mil milhões no final de setembro, ficando 5,2% acima do valor registado um ano antes. Já a carteira de crédito bruto, em relação a dezembro de 2024, aumentou 6,7% para 13,6 mil milhões. O banco destaca ainda a redução do rácio NPL em 1,9 pontos percentuais entre setembro de 2024 e setembro de 2025, fixando-se em 4,2%.
Por sua vez, o rácio CET1 do grupo fixou-se em 23,4% e o LCR em 368,4%.
O presidente do Grupo Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade, sublinha o “contexto desafiante”, marcado pela quebra da margem financeira, mas destaca o “crescimento sustentável” do banco e a consolidação das quotas de mercado. O líder da instituição realça ainda a solvabilidade da mesma e a “manutenção de uma margem muito confortável face aos requisitos prudenciais e orientações da supervisão”.
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