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Monzo procura investimento privado após Nubank desistir de aquisição
O Nubank confirmou nesta semana que não estava interessado em adquirir o banco digital britânico. Entretanto, o Monzo iniciou conversas com a CVC e a Advent International.
02 Out 2026 - 15:12
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Foto Monzo
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Foto Monzo
O neobanco britânico Monzo está à procura de novos investidores após o colapso das negociações com o brasileiro Nubank, que ponderava adquirir a ‘fintech’ do Reino Unido. Segundo fontes conhecedoras do assunto citadas pelo Financial Times (FT), o Monzo está a tentar vender uma participação de até 15% a fundos de investimento privados.
Segundo o jornal britânico, o Monzo entrou em conversações nas últimas semanas com o grupo CVC e a empresa de investimento privado americana Advent International. As mesmas fontes indicam que esta via é agora a preferida do banco digital após a opção Nubank ter desaparecido.
Sobre o fim desse negócio, o FT adianta que o Monzo e o Nubank não chegaram a acordo sobre um valor e o neobanco brasileiro optou por se concentrar em crescer no mercado doméstico e nos EUA.
Os dois bancos, bem como a Advent e a CVC recusaram comentar.
Há ainda uma terceira hipótese, que é a aposta no capital de risco. Contudo, uma fonte informada sobre a estratégia do Conselho de Administração apontou que o investimento privado é mais atrativo para o Monzo pois dá acesso a quantias mais avultadas de capital.
Recorde-se que este tem sido um ano de altos e baixos para o neobanco britânico, marcado especialmente pela saída do seu CEO TS Anil, que gerou anticorpos na administração pela sua posição face à expansão internacional e ao timing de um IPO. A sua saída, no entanto, criou um outro atrito, desta vez entre o resto dos administradores e os investidores.
Esta segunda quezília levou a que Anil voltasse a entrar na administração, mas não como CEO. O seu cargo foi ocupado por Diana Layfield, uma antiga executiva da Google.
Desde que chegou à liderança, o banco digital encerrou a atividade nos EUA e decidiu focar-se na Europa. A empresa conseguiu, uns meses antes, uma licença bancária na Irlanda, o que lhe permite operar no espaço da União Europeia, algo do qual já está a tirar partido, ao abrir um escritório em Espanha.
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