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Novo Banco: venda ao grupo francês BPCE será concluída na próxima semana

O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças nesta quinta-feira. Fontes indicam ainda que o valor da operação de compra do Novo Banco vai superar os 6,4 mil milhões inicialmente acordados com o BPCE.

23 Abr 2026 - 15:29

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Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)

Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)

A venda do Novo Banco ao grupo francês Banque Populaire et Caisse d’Epargne (BPCE) será concluída na próxima semana, confirmou nesta quinta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. “Na próxima semana será concluída a compra do Novo Banco pelo BPCE”, disse, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Miranda Sarmento falava do processo de venda da TAP, que entra agora numa nova fase com o convite à Air France-KLM e à Lufthansa para apresentarem propostas vinculativas, e referiu-se quer à alienação de parte do capital da TAP quer à venda do Novo Banco como duas grandes operações, confirmando que no caso da instituição financeira o processo estará terminado dentro de dias.

O valor da venda deverá ser superior aos 6,4 mil milhões de euros anunciados em junho de 2025, segundo indicou à Lusa fonte próxima do processo. A venda do banco que resultou da resolução do BES em 2014 ao grupo francês BPCE foi acordada em 2025.

Neste momento, o banco é detido em 75% pelo grupo norte-americano Lone Star e em 25% pelo Estado português.

Para dia 29 de abril está marcada uma assembeia-geral, em que um dos pontos é a nomeação de três novos membros para o Conselho Geral e de Supervisão. O Público noticiou que de saída estão Kambiz Nourbakhsh, Mark Andrew Coker e Evgeniy Kazarez. Os novos nomes não são conhecidos para já.

O CEO do Novo Banco, o irlandês Mark Bourke, continuará no cargo, mas o grupo francês trará novos nomes para cargos de chefia.

Quando se soube do acordo de compra, o presidente do BPCE, Nicolas Namias, teve um encontro com os trabalhadores do banco em que disse que o investimento do grupo em Portugal é de longo prazo (ao contrário do investimento da Lone Star).

O Novo Banco foi criado em 2014 para ficar com parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES) quando, em agosto desse ano, o banco foi alvo de uma medida de resolução face à grave crise em que estava imerso. Em 2017, a maioria do Novo Banco (75%) foi vendida o Lone Star, mantendo o Estado português o restante (25%).

Nessa venda, foi acordado um mecanismo pelo qual o Fundo de Resolução bancário compensaria os Novo Banco por ativos ‘tóxicos’ herdados do BES. Nos anos seguintes, o Fundo de Resolução injetou 3,4 mil milhões de euros no banco, provocando várias polémicas políticas e mediáticas pelo uso de dinheiro público. Com o fim antecipado deste mecanismo, em final de 2024, passou a ser possível a venda do banco e o pagamento de dividendos.

Em junho de 2025, os acionistas do Novo Banco concordaram a venda ao BPCE “por um montante equivalente a uma valorização de aproximadamente 6,4 mil milhões de euros”, tendo os acordos sido assinados em outubro. Com a alienação, o Lone Star encaixa 4,8 mil milhões de euros e o Estado português 1,6 mil milhões de euros.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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