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Novo edifício do Banco de Portugal em Entrecampos permitirá centralizar atividades
A nova sede do Banco de Portugal tem causado polémica, devido à incerteza do seu custo final, estando até previstas duas audiências no Parlamento com Centeno e Santos Pereira sobre o assunto.
23 Abr 2026 - 15:41
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O Banco de Portugal efetuou um primeiro pagamento de 58 milhões de euros para a aquisição do novo edifício em Entrecampos em 2025 e considera que este vai permitir “centralizar as atividades” da instituição. “No seguimento do contrato-promessa de compra e venda assinado, em 2025, entre o Banco e a Fidelidade para a aquisição de um novo edifício de escritórios em Entrecampos, em estado de Core & Shell, foi efetuado um primeiro pagamento de 57,6 milhões de euros (de um total estimado de cerca de 192 milhões de euros)”, lê-se no Relatório do Conselho de Administração divulgado nesta quinta-feira.
Esta operação está refletida na rubrica dos ativos fixos tangíveis e intangíveis em curso, que registou um aumento que diz respeito, em grande parte, a “projetos relativos a edifícios, instalações e equipamentos, nomeadamente, a obras de adaptação do novo edifício de escritórios em Lisboa, e a infraestruturas de suporte à operação e ao desenvolvimento de sistemas de informação”. Este novo edifício de escritórios “permitirá centralizar as atividades do Banco atualmente distribuídas por quatro localizações em Lisboa”, indica a instituição.
Esta aquisição levantou polémica devido a dúvidas quanto ao seu valor final e os deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública aprovaram esta semana dois requerimentos para a audição do ex-governador do BdP, Mário Centeno, e do atual, Álvaro Santos Pereira, sobre este tema.
Em 21 de julho de 2025, o jornal ‘online’ Observador noticiou que o valor das futuras instalações será superior aos 192 milhões de euros da transação acordada, pois este montante refere-se apenas às obras estruturais (não contando com acabamentos, pinturas, pavimento final, acabamentos interiores, entre outros), estimando o jornal que o custo total possa subir para 235 milhões de euros. O jornal noticiou ainda haver alertas de consultores do Banco de Portugal, designadamente sobre os licenciamentos e a eventual necessidade de avaliação de impacte ambiental na construção do parque de estacionamento.
Mário Centeno foi ouvido anteriormente no parlamento sobre este processo, em 25 de setembro de 2025, quando estava de saída do cargo de governador. Na altura, explicou que o “valor final” das instalações da instituição vai depender decisões que ainda não foram tomadas, referindo-se a escolhas como “alcatifas, os móveis, a decoração”.
Mário Centeno disse que o valor da aquisição do edifício é de 192 milhões de euros e que, relativamente à compra em si, o projeto “não tem nenhuma incerteza sobre o seu custo”.
Centeno disse que há um conjunto de opções sobre o interior do edifício que ainda não estão fechadas e garantiu que essas escolhas “vão ser tomadas com o mesmo rigor” financeiro com que foram tomadas até agora as decisões sobre a compra e construção. O então governador assegurou que a concentração dos trabalhadores no mesmo edifício trará poupanças operacionais ao BdP.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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