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OPV do Standard Bank Angola deve render 194 milhões ao Estado e é considerada decisiva para o mercado

Assumindo a alienação total das ações colocadas à venda, prevê-se um encaixe de 128,9 milhões de euros para 3,36 milhões de ações ao SBGL, e o de 65,1 milhões para 1,4 milhões de ações destinadas ao público.

11 Set 2026 - 16:42

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Foto: standard bank de angola

Foto: standard bank de angola

O Estado angolano deverá obter 208,5 mil milhões de kwanzas (194,1 milhões de euros) com a venda de 34% do Standard Bank Angola, lançada nesta sexta-feira, considerada decisiva para o mercado de capitais e o programa de privatizações. Na Oferta Pública de Venda (OPV) estão disponíveis 4,76 milhões de ações ordinárias do Standard Bank Angola (SBA), subdivididas em 24% para o acionista Standard Bank Group (SBGL), no exercício do seu direito de preferência, e 10% para o público em geral, variando o valor entre 41 220 kwanzas e 50 mil kwanzas (38,61 euros mínimo e 46,83 euros máximo).

Assumindo a alienação da totalidade das ações colocadas à venda, prevê-se um encaixe de 138,5 mil milhões de kwanzas (128,9 milhões de euros) para 3,36 milhões de ações ao SBGL, e o de 70 mil milhões de kwanzas (65,1 milhões de euros) para 1,4 milhões de ações destinadas ao público.

Na cerimónia do ‘road-show’ de lançamento da OPV, a administradora executiva do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), Carla Nogueira, considerou o ato mais um momento decisivo para o mercado de capitais angolano e para a concretização dos objetivos do Programa de Privatizações (Propriv). Carla Nogueira realçou que os resultados alcançados com as ofertas públicas já realizadas em Angola, impulsionadas pelo Propriv, constituem um importante sinal da crescente confiança dos investidores na economia nacional e na capacidade de geração de valor das instituições.

“Recorde-se que, de forma acumulada, nas seis operações anteriores, registaram-se mais de 25 mil investidores, que movimentaram montantes equivalentes a 1,6 biliões de kwanzas (1,4 mil milhões de euros), representando 2,7 vezes a capitalização bolsista esperada”, referiu.

A administradora do IGAPE sublinhou “o percurso consolidado de rigor, solidez financeira e contributo ativo para o financiamento das famílias, das empresas e dos grandes projetos estruturantes da economia angolana” do SBA. O banco integra o maior grupo financeiro do continente africano, com mais de 160 anos de história e presença direta em cerca de 20 países africanos, recordou.

“Ao exercer o seu direito de preferência e adquirir uma posição acrescida de 24% no capital do Standard Bank Angola, o Standard Bank Group reforça a sua presença no país. Trata-se de um sinal de confiança — na solidez das nossas instituições, na maturidade do mercado angolano e nas perspetivas do país, por parte de um dos maiores e mais experientes investidores estratégicos do continente”, disse.

Atualmente, o SBGL detém 51% do Standard Bank Angola e o IGAPE, em representação do Estado angolano, 49%, dos quais colocou agora à venda 34%. Após a OPV, que decorre até 25 de setembro, o SBGL fica com uma participação de 75%, o IGAPE com 15%, que deverá passar para o Fundo Soberano de Angola, e os novos acionistas com 10%.

Na sua apresentação, o presidente da comissão executiva da Standard Invest, Fábio Guedes, reforçou que o Standard Bank não está a vender ações, mas está a comprar para reforçar a sua posição na estrutura acionista do banco, vincando que “todas as ações do Standard Bank Angola vão ser admitidas à negociação e não apenas as que vão ser privatizadas”.

O apuramento dos resultados deverá ocorrer numa sessão especial da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) em 28 de setembro, seguindo-se a liquidação física e financeira em 29 de setembro.

A venda dos 34% das ações do SBA correspondente a parte da participação, após uma decisão do Estado de confisco de bens ao empresário angolano Carlos São Vicente, detida pelo IGAPE, representante do Estado angolano, e decorre no âmbito do Propriv.

O Standard Bank Angola é o terceiro banco mais rentável do país, tendo fechado 2025 com um lucro de 141 milhões de euros, atrás do BAI (Banco Africano de Investimentos), com um resultado líquido de 277 milhões de euros, e do BFA (Banco de Fomento Angola), com 211 milhões de euros.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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