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Economista Ricardo Reis foi afastado da corrida a economista-chefe do FMI por criticar tarifas Trump
Fontes do Financial Times adiantam que o FMI se preparava para anunciar Ricardo Reis como novo economista-chefe, tendo recuado à última da hora devido às posições do economista sobre a política comercial norte-americana.
11 Set 2026 - 10:20
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Ricardo Reis economista | Foto BCE
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Ricardo Reis economista | Foto BCE
O FMI deixou cair Ricardo Reis, economista português e professor na London School of Economics, enquanto candidato ao cargo de economista-chefe da instituição, devido às suas críticas à política comercial de Donald Trump, nomeadamente as tarifas que impôs.
A notícia foi avançada pelo Financial Times (FT) nesta quinta-feira, citando fontes conhecedoras do assunto. De acordo com o periódico britânico, a organização preparava-se para anunciar Reis como novo economista-chefe, no início do verão, mas voltou atrás com a decisão devido às opiniões emitidas sobre as tarifas que a administração Trump aplicou aos parceiros comerciais.
O economista português defendeu, no ano passado, que a medida do Governo norte-americano ia castigar os consumidores americanos, fazendo os preços aumentar e levando a uma onda inflacionária.
O FT recorda que a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, é a responsável por altas nomeações na organização, mas os EUA, enquanto maiores acionistas do fundo, podem exercer a sua influência. A título de exemplo, o jornal recorda que Georgieva deixou de se focar em igualdade de género e alterações climáticas após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ter defendido que o FMI se devia concentrar nas suas principais responsabilidades, relacionadas com estabilidade financeira e macroeconómica.
As fontes do jornal britânico revelam ter ficado preocupadas com o afastamento de Reis e a possibilidade da nomeação de alguém próximo da administração Trump, mas o cargo acabou por ser atribuído a Silvana Tenreyro, que esteve ligada ao Banco de Inglaterra e é também uma economista que dá aulas na mesma universidade.
Ao Financial Times, Reis recusou prestar declarações. O FMI garantiu que o processo de contratação decorreu normalmente.
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