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Powell 10 x Trump 2: juros não mexem
Governadores que compõem a Reserva Federal norte-americana votam maioritariamente a favor da manutenção das taxas
28 Jan 2026 - 21:34
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A votação do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) terminou nesta quarta-feira com dez membros a defenderem a manutenção do preço do dinheiro e dois a votarem pelo seu corte. Trata-se de Stephen Miran e Christopher Waller, que têm vindo a defender a descida das taxas nos últimos meses. Com este resultado, as taxas de juro permanecem no intervalo entre 3,75% e 3,50%.
Em comunicado, o FOMC refere que “está firmemente comprometido em cumprir o seu mandato legal, conferido pelo Congresso, de promover o máximo emprego, a estabilidade de preços e taxas de juro moderadas no longo prazo. O Comité procura explicar as suas decisões de política monetária ao público da forma mais clara possível. Essa clareza facilita a tomada de decisões bem informadas por parte das famílias e das empresas, reduz a incerteza económica e financeira, aumenta a eficácia da política monetária e reforça a transparência e a prestação de contas, que são essenciais numa sociedade democrática”.
“Alcançar de forma duradoura o máximo emprego promove oportunidades económicas amplamente distribuídas e benefícios para todos os americanos. O Comité entende o máximo emprego como o nível mais elevado de emprego que pode ser alcançado de forma sustentável num contexto de estabilidade de preços”, refere a Fed.
Para o supervisor norte-americano, “a estabilidade de preços é essencial para uma economia sólida e estável e sustenta o bem-estar de todos os americanos. A taxa de inflação no longo prazo é determinada principalmente pela política monetária e, por isso, o Comité pode definir uma meta de inflação de longo prazo. O Comité reafirma o seu entendimento de que uma inflação de 2%, medida pela variação anual do índice de preços das despesas de consumo pessoal, é a mais consistente, no longo prazo, com os mandatos legais do Federal Reserve”.
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