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Preço médio da habitação dispara 17,6% em 2025 e número de vendas bate recorde

Em 2025, foram transacionadas 169 812 habitações em Portugal, num montante de 41,2 mil milhões. Famílias foram responsáveis por 87,5% do total de transações, o valor mais alto desde 2019.

23 Mar 2026 - 12:44

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Foto: Adobe Stock/TimeShops

Foto: Adobe Stock/TimeShops

Nunca se compraram tantas casas em Portugal como em 2025, de acordo com os dados revelados pelo INE nesta segunda-feira. Foram transacionadas 169 812 habitações no ano passado, equivalentes a um total de 41,2 mil milhões de euros. Segundo o INE, o índice de preços da habitação teve uma subida média de 17,6%, “a mais elevada na série disponível” e 8,5 pontos percentuais (pp) acima do aumento de 2024.

O número total de casas vendidas subiu 8,6% face a 2024, enquanto o montante teve um incremento de 21,7%. As transações de habitações existentes aumentaram 9,5% para 136 245, correspondendo a 80,2% do total. Já as casas novas subiram 5,3% para 33 567.

Os preços das habitações existentes cresceram a um ritmo mais elevado, de 18,9%, face às novas construções, que subiram 14,2%. Do montante total gasto, 30,5 mil milhões foi usado para adquirir habitações existentes (mais 25% do que no ano anterior) e 10,7 mil milhões para habitações novas (mais 13% em relação a 2024).

Analisando os setores responsáveis pelas compras, é possível averiguar que, em 2025, as famílias adquiriram 148 632 habitações, representando 87,5% do total de vendas. São mais 1,4 pp e a percentagem mais elevada desde o início desta série, em 2019. A quantidade de casas compradas por famílias cresceu 10,5% face a 2024. Já o montante, de 35,7 mil milhões, disparou 24,4%. Por sua vez, o número de habitações adquiridas pelos restantes setores institucionais recuou 2,8%.

No que diz respeito ao valor médio por transação, este fixou-se em 240 518 euros para as famílias e 255 601 euros para os restantes setores. Estes valores equivalem a subidas homólogas de 12,6% e 9,5%, respetivamente. O diferencial entre os valores médios baixou de 9,3% para 6,3%.

Em termos geográficos, a Região Autónoma da Madeira é onde as famílias têm menos peso nas habitações adquiridas, sendo responsáveis por 81,9% das compras. No lado oposto encontra-se a região Centro, onde as famílias foram responsáveis por 90% das aquisições.

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