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Presidente da Fed quer uma Reserva Federal “mais discreta”
Kevin Warsh critica decisões baseadas em “atos isolados” e diz que o mais importante são as “tendências”
28 Ago 2026 - 17:10
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Kevin Warsh Presidente da Reserva FederalFoto FED
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Kevin Warsh Presidente da Reserva FederalFoto FED
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O discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, nesta sexta-feira, no encontro de Jackson Hole, no Wyoming, mostrou que a Fed de Kevin Warsh será muito diferente da Fed de Jerome Powell. O novo presidente defende uma Fed “mais discreta”, concentrada nos “resultados”.
“Uma Fed mais discreta, mais objetiva nas suas comunicações, está mais apta a atingir os seus objetivos. E podemos ser responsabilizados pelo cumprimento da nossa missão — o único teste verdadeiro da nossa credibilidade”, disse Warsh, que citou o general Chuck Yeager, o primeiro homem a ultrapassar a velocidade do som: “No momento da verdade, ou há razões ou há resultados.”
A Fed de Warsh não será uma fonte de previsões. “Fornecer previsões para ilustrar a função de reação da Fed funciona melhor na teoria do que na prática, melhor em laboratório do que no terreno. Não sou o único a notar que a orientação futura em 2021, para citar um exemplo, pode muito bem ter retardado a resposta da política monetária à subida da inflação”, acrescentou aquele responsável, numa crítica indireta a Jerome Powell.
“Durante o meu mandato como presidente, os meus colegas e eu empenhar-nos-emos em construir modelos mais fiáveis e regras mais robustas para orientar as decisões de política. Faremos isso cientes de que a precisão nas previsões económicas ainda é apenas uma aspiração”, referiu.
“As notícias de ontem tendem a ser confundidas com o que está a acontecer agora. O desafio é discernir a diferença. Por outras palavras, precisamos de questionar a realidade para garantir que não estamos a definir políticas futuras com base em dados obsoletos ou imprecisos”, afirmou Warsh, para acrescentar: “Tão pouco devemos basear-nos em dados isolados. As tendências são o que mais importa. A Fed é uma agência decisória. Fazemos escolhas no meio da incerteza, e os dados que utilizamos devem ser tão relevantes, atuais, precisos e concretos quanto possível.”
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