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Reino Unido flexibiliza atribuição de bónus a banqueiros
Pagamento parcial de prémios poderá ser autorizado para os banqueiros mais experientes a partir do primeiro ano de gestão
15 Out 2025 - 15:45
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A Autoridade de Regulação Prudencial (PRA) e a Autoridade de Conduta Financeira (FCA) do Reino Unido confirmaram nesta quarta-feira os planos para aumentar a flexibilidade na remuneração dos banqueiros seniores, juntamente com a introdução de alterações destinadas a criar uma ligação mais estreita entre a atribuição de bónus e a assunção de riscos.
O período que os banqueiros seniores devem aguardar antes de receber o valor integral do bónus — o chamado período de diferimento — será reduzido de oito para quatro anos. Estas medidas aproximam o Reino Unido de muitas outras jurisdições importantes.
Os reguladores permitirão também o pagamento parcial dos bónus aos banqueiros mais experientes a partir do primeiro ano, em vez do terceiro, como acontecia anteriormente.
As novas regras entram em vigor amanhã, a tempo do pagamento dos prémios salariais de 2025 e de quaisquer outros prémios atribuídos, mas ainda não totalmente pagos.
As alterações proporcionam um maior alinhamento entre os reguladores e eliminam duplicações desnecessárias. As regras do Manual de Remunerações da FCA serão reduzidas em mais de 70%, uma vez que as instituições passarão a ter de consultar apenas as regras de remuneração da PRA.
Sam Woods, vice-governador de Regulação Prudencial e CEO da PRA, afirmou: “Estas novas regras reduzirão a burocracia sem incentivar estruturas salariais irresponsáveis que contribuíram para a crise financeira de 2008. São um exemplo do nosso compromisso em reforçar a competitividade do Reino Unido.”
Já Sarah Pritchard, vice-CEO da FCA, acrescentou:“Simplificar as nossas regras de remuneração em 70% reduzirá a complexidade desnecessária e torná-las-á mais fáceis de seguir. As novas regras também garantem que os gestores seniores continuarão a seguir os mais elevados padrões e permanecerão responsáveis caso más decisões tenham consequências para os consumidores e para os mercados.”
Os reguladores acreditam que os novos períodos de diferimento dos bónus continuam a permitir tempo suficiente para que as empresas identifiquem eventuais problemas e reduzam a remuneração dos indivíduos quando necessário.
Esta medida reforça a segurança e a solidez do sistema financeiro, além de ajudar a inverter a tendência que tem levado os bancos a destinar uma fatia crescente da remuneração total à componente fixa.
Isto é relevante porque os bónus podem ser reduzidos mais rapidamente se se verificar que os administradores foram responsáveis por más decisões ou se o desempenho financeiro da instituição se deteriorar.
As novas regras pretendem, simultaneamente, reforçar a ligação entre as ações dos banqueiros seniores e as suas recompensas financeiras, incentivando as empresas a associar os bónus não apenas aos sucessos, mas também às falhas na gestão de riscos.
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