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Rendimento das famílias europeias abranda

Dados do Banco Central Europeu indicam uma taxa de poupança bruta de 15,2%. Em Portugal, a taxa de poupança situa-se nos 12,5%.

13 Jan 2026 - 13:16

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Foto: Freepik

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O rendimento das famílias abrandou no terceiro trimestre de 2025. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central Europeu (BCE), o rendimento bruto disponível das famílias aumentou a um ritmo de crescimento anual mais baixo, de 2,9%, no terceiro trimestre de 2025, após 3,3% no trimestre anterior.

A remuneração dos trabalhadores por conta de outrem cresceu a uma taxa inalterada de 4,7%. Já o excedente operacional bruto e os rendimentos dos trabalhadores por conta própria aumentaram a um ritmo mais elevado, de 2,5%, após 2,3%. O consumo das famílias cresceu a uma taxa mais moderada, de 3,1%, face a 3,3% no trimestre anterior.

A taxa de poupança bruta das famílias manteve-se inalterada nos 15,2% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o trimestre anterior. Em Portugal, a taxa de poupança situa-se nos 12,5%, o valor mais elevado dos últimos 20 anos.

O investimento bruto não financeiro das famílias — que se refere sobretudo à habitação — aumentou a uma taxa anual praticamente inalterada de 2,8%. Os empréstimos às famílias, principal componente do financiamento familiar, cresceram a um ritmo mais elevado, de 2,6%, após 2,2%.

O investimento financeiro das famílias registou igualmente um crescimento anual praticamente inalterado de 2,7% no terceiro trimestre de 2025. Entre os seus componentes, a moeda e os depósitos aumentaram a uma taxa mais elevada, de 3,2%, face a 3% no trimestre anterior, enquanto o investimento em ações e outros instrumentos de capital cresceu a uma taxa praticamente inalterada de 2,6%.

O investimento em seguros de vida aumentou a uma taxa anual mais elevada, de 2,4%, face a 2,2%, enquanto as contribuições para planos de pensões cresceram a um ritmo mais baixo, de 2,4%, após 2,6%. O investimento em títulos de dívida registou um crescimento de 0,5%, depois de uma queda de 1,2% no período anterior.

Segundo o BCE, o património líquido das famílias cresceu a um ritmo anual mais baixo, de 4,8%, no terceiro trimestre de 2025, após 5,5% no trimestre anterior. Este crescimento resultou da valorização contínua dos ativos financeiros e não financeiros, bem como do investimento. O património imobiliário, principal componente dos ativos não financeiros, cresceu a uma taxa inferior, de 5%, face a 5,5%, refletindo um menor aumento da valorização dos imóveis.

A relação entre o rendimento e o endividamento das famílias diminuiu para 81,5% no terceiro trimestre de 2025, face a 82,1% no terceiro trimestre de 2024.

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