5 min leitura
Revolut continua expansão na América Latina e pede licença bancária no Perú
O Perú é o quinto mercado da região onde a Revolut está a tentar entrar, após o Brasil, Colômbia, Argentina e México. O banco digital tem também avançado noutras geografias.
20 Jan 2026 - 07:22
5 min leitura
Mais recentes
- Operação Lex: Tomás Correia com pouca memória e hesitações sobre negócio do banco no Congo
- BPF e banco de fomento eslovaco assinam acordo para exportações e investimento
- Empresário brasileiro com ativos congelados devido ao caso Banco Master
- Metade dos portugueses diz que 2026 será melhor do que 2025
- Governador do Banco de França diz que nova guerra tarifária entre a UE e os EUA afetará o crescimento, mas não a inflação
- Administrador do BCI morre em Moçambique
A Revolut prossegue com a sua incursão pela América Latina e desvenda um novo alvo: Perú. Este é agora o quinto destino de investimento do banco digital com sede em Londres naquela região do mundo. A empresa informa, em comunicado, que pediu uma licença bancária completa e nomeou Julien Labrot como CEO da Revolut Perú.
Este avanço do neobanco no Perú tem como objetivo aproveitar o processo de digitalização que o país atravessa, com os ‘smartphones’ a terem uma penetração de quase 100%, ao mesmo tempo que uma “parte significativa da população adulta continua” sem serviços bancários, explica a Revolut. “A entrada da Revolut no mercado peruano irá acelerar os objetivos de digitalização, concorrência e inclusão financeira do país”, acredita.
O diretor de Expansão da Revolut, Carlos Urrutia, assegura que “a entrada da Revolut no Perú é construída com base na crença de que os serviços financeiros digitais devem empoderar e ser acessíveis e seguros para todos”. Por sua vez, Julien Labrot refere que o seu foco é levar o melhor da Revolut ao mercado peruano enquanto constrói uma plataforma segura e ‘compliant’ que serve as necessidades dos clientes futuros.
Labrot, uma pessoa com “experiência extensa na região”, de acordo com a empresa, é agora responsável pela definição e execução de uma estratégia local e também pela construção de uma equipa de talento local, sendo que a ‘fintech’ adianta que vai aumentar os esforços de contratação no país nos próximos meses. A sua nomeação, considera o banco digital, “realça a abordagem híbrida da Revolut de alavancar a sua tecnologia e infraestruturas globais com um profundo conhecimento do mercado local”.
A política expansionista da Revolut na América (e não só)
A Revolut está numa maré de conquistas na América Latina. Como já se referiu, o Perú é o quinto numa lista de países da região onde o banco digital está a entrar no mercado. Recorde-se que o neobanco revelou, em setembro passado, um plano para investir 11,5 mil milhões de euros a nível internacional nos próximos cinco anos e entrar, até 2030, em 30 novos mercados, como a América Latina, Ásia, África e Médio Oriente.
No ano passado, em junho, anunciou a compra do Cetelem Argentina, o banco local do BNP Paribas. Os termos do negócio não foram revelados na altura. Mais tarde, já em outubro, conseguiu a licença para constituir um banco na Colômbia e, em novembro, começou a fase de testes no México com a versão Beta.
A Revolut já conta com uma operação no Brasil desde 2023, onde, de acordo com o diretor de Crescimento para o Sul da Europa, Ignacio Zunzunegui, espera conseguir crescer por influência da comunidade brasileira em Portugal, como referiu em outubro passado. Zunzunegui espera o mesmo com os imigrantes hispânicos aqui ao lado, em Espanha.
Do outro lado do Atlântico, a entrada em novos mercados não se cinge apenas à América Latina. Em setembro, a Revolut admitiu a opção de comprar um banco nos EUA para acelerar a sua expansão internacional. A obtenção de uma licença bancária também estava em cima da mesa.
Paralelamente aos avanços na América Latina, a ‘fintech’ britânica não mostra sinais de abrandamento no resto do mundo. Ainda em setembro, conseguiu um princípio de licença para pagamentos nos Emirados Árabes Unidos. Nesse mês, abriu também a sede global em Canary Wharf, em Londres, momento em que adiantou que, na Ásia, já assegurou uma licença na Índia e estabeleceu um ‘hub’ tecnológico global nas Filipinas. Na Oceânia, estava a tentar obter licenças tanto na Austrália como na Nova Zelândia. Já em África, foram destacados os primeiros passos, com a África do Sul como ponto de partida.
Aqui mais perto, a empresa anunciou em maio de 2025 que vai abrir em Paris a sua sede para a Europa Ocidental e pedir uma licença bancária francesa. Na altura, o diretor de Risco do grupo, Pierre Décoté, revelou que França era o maior mercado do banco digital na União Europeia e o de crescimento mais rápido no mundo.
Foi também em 2025 que a Revolut conseguiu uma licença de criptoativos ao abrigo do MiCA, no Chipre. Mais recentemente, a Bloomberg avançou que a empresa estava em conversações para adquirir um neobanco na Turquia. Nesta segunda-feira, o banco aproveitou para destacar nas suas redes sociais o seu novo ‘hub’ no Dubai.
Numa nota menos positiva e até irónica, o Financial Times noticiou, em outubro, que a licença bancária da Revolut no seu país de origem, o Reino Unido, estava em ‘stand by’ por preocupações do banco central com controlos de risco. Mais especificamente, o Banco de Inglaterra tem reservas sobre a capacidade destes controlos conseguirem acompanhar precisamente a expansão global da empresa.
Mais recentes
- Operação Lex: Tomás Correia com pouca memória e hesitações sobre negócio do banco no Congo
- BPF e banco de fomento eslovaco assinam acordo para exportações e investimento
- Empresário brasileiro com ativos congelados devido ao caso Banco Master
- Metade dos portugueses diz que 2026 será melhor do que 2025
- Governador do Banco de França diz que nova guerra tarifária entre a UE e os EUA afetará o crescimento, mas não a inflação
- Administrador do BCI morre em Moçambique