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Riscos sistémicos aumentaram

Conselho Geral do Comité Europeu do Risco Sistémico alerta para correções desordenadas dos preços dos ativos e para a opacidade do crédito privado

31 Mar 2026 - 16:14

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Foto: Freepik

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Os riscos para a estabilidade financeira na União Europeia (UE) aumentaram devido à escalada do conflito no Médio Oriente. A conclusão é do Conselho Geral do Comité Europeu do Risco Sistémico, que reuniu na semana passada. O Conselho Geral assinalou ainda aumentos acentuados e volatilidade nos preços do petróleo e do gás, bem como uma reavaliação nos principais mercados obrigacionistas, que refletiu parcialmente expectativas mais elevadas de inflação no curto prazo.

Segundo o Conselho, “estas incertezas também se refletiram em quedas nos principais índices acionistas, após máximos históricos registados no início deste ano. O risco de um ciberataque a infraestruturas críticas mantém-se elevado devido ao agravamento das tensões geopolíticas”.

Aquele organismo refere que “a economia e o sistema financeiro da UE demonstraram uma resiliência generalizada face a estes acontecimentos”.

“No que respeita aos canais financeiros, um período prolongado de conflito intensificado poderá conduzir a um ajustamento súbito das expectativas dos mercados quanto ao seu impacto económico, potencialmente desencadeando correções acentuadas e desordenadas nos preços dos ativos e levando a um maior aperto das condições de financiamento”, refere o Conselho, acrescentando: “Além disso, fragilidades persistentes em partes do setor dos fundos de investimento poderão amplificar dinâmicas adversas de mercado através de vendas forçadas de ativos, tensões de liquidez e comportamentos pró-cíclicos”.

O Conselho Geral destacou igualmente preocupações quanto à aparente opacidade nos mercados e no crédito privados, bem como ao recurso à alavancagem e aos desfasamentos de liquidez.

No que respeita aos canais económicos, um período prolongado de conflito intensificado, combinado com preços da energia persistentemente elevados e incerteza, poderá conduzir a tensões nos balanços tanto das famílias como das empresas, particularmente nos setores intensivos em energia.

O Conselho Geral sublinhou que “tal poderá levar a um aumento do risco de crédito no médio prazo. Além disso, o aumento dos custos de financiamento e a menor atividade económica poderão agravar os riscos soberanos”.

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