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Santander reforça posição na Ebury em nova ronda de investimento

O Banco Santander reinvestiu na Ebury, com perto de 58 milhões de euros. A instituição espanhola tem agora 55% do capital social da 'fintech'.

03 Mai 2026 - 09:05

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Da esquerda para a direita, Juan Lobato, CEO da Ebury, Ana Botín, Presidente do Banco Santander e Ana Muñoz, CFO da Ebury | Foto: Ebury

Da esquerda para a direita, Juan Lobato, CEO da Ebury, Ana Botín, Presidente do Banco Santander e Ana Muñoz, CFO da Ebury | Foto: Ebury

O Banco Santander reforçou, nesta semana, a sua posição na ‘fintech’ Ebury, da qual já era acionista maioritário. A operação deu-se por meio de uma ronda de investimento que ascendeu a cerca de 635 milhões de euros, dos quais perto de 58 milhões eram do banco espanhol.

Com esta operação, o Santander reforça a sua posição enquanto acionista maioritário da Ebury, passando a deter 55% do capital, revela a empresa em comunicado. Recorde-se que o Santander entrou no capital da Ebury em 2020, adquirindo, então, 50,1% da empresa por aproximadamente 400 milhões de euros, de acordo com a informação divulgada pelo banco na altura.

A par do Santander, a ronda de investimento contou com os atuais acionistas que também reforçaram o seu investimento, a Vitruvian Partners e a 83North, e ainda um novo investidor, a Centerbridge Partners. A empresa não revelou qual o valor do investimento de cada um dos outros acionistas e referiu que as rondas serão executadas em duas transações separadas.

De acordo com a informação avançada pela Ebury, “os fundos angariados, incluindo as componentes primárias e secundárias, serão utilizados para acelerar o crescimento através do desenvolvimento de produtos e da expansão geográfica, com foco na escala do negócio e no reforço das capacidades com Inteligência Artificial, com o objetivo de melhorar o processamento de pagamentos, otimizar as soluções cambiais e melhorar a experiência global do cliente”.

A instituição adianta ainda que a transação está sujeita a aprovações regulatórias. Com a conclusão deste processo – que se espera que aconteça até ao final do primeiro trimestre de 2027 – a receitas e despesas da Ebury vão ser desconsolidadas das contas do Grupo Santander, “com impacto residual na demonstração de resultados”. “Prevê-se que as rondas de capital gerem cerca de +4 pontos base de CET1 a nível do grupo”, acrescenta.

O Santander garante que “todos os objetivos para 2026-2028, apresentados no Santander’s Investor Day em Londres, a 25 de fevereiro, permanecem inalterados”. O banco a intenção de reduzir custos totais anuais, “não afetados pela eliminação da base de custos da Ebury”. “A Ebury integra o negócio global de soluções de pagamento do Santander, que tem como objetivo um crescimento anual da receita superior a 15% entre 2026 e 2028 (em euros constantes e numa base comparável) e uma margem EBITDA de cerca de 45% até 2028”, reitera. A Ebury sublinha ainda que, desde o primeiro investimento do Santander, as suas receitas anuais têm registado crescimentos superiores a 30% ao ano.

A presidente do Banco Santander, Ana Botín, realça que “estas transações sustentam tanto o crescimento contínuo da Ebury como o foco do Santander numa alocação disciplinada de capital e criação de valor”. Já o CEO da Ebury, Juan Lobato, salienta que “estes investimentos surgem num momento crucial, em que a evolução da infraestrutura de dinheiro digital e dos fluxos de pagamento automático irá proporcionar fortes impulsos e acelerar ainda mais o nosso crescimento”.

A Ebury é uma ‘fintech’ fundada em 2009 por Juan Lobato e é autorizada e regulada pelo Banco Nacional da Bélgica enquanto instituição de pagamento. Especializa-se em pagamentos transfronteiriços e na área das PME. Atualmente, opera em 30 mercados e presta serviços a mais de 27 mil empresas em todo o mundo. Permite pagamentos em mais de 140 moedas em 160 países.

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