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Seguradoras preocupadas com a inflação
Relatório da BlackRock destaca a adoção de estratégias de investimento mais flexíveis e a preferência por apostas “verdes”
21 Out 2025 - 10:59
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André Themudo, responsável pela BlackRock em Portugal | Foto: BlackRock
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André Themudo, responsável pela BlackRock em Portugal | Foto: BlackRock
A principal preocupação das seguradoras continua a ser o risco de inflação. A conclusão é do 14.º Relatório Global de Seguros da BlackRock, que inquiriu 463 profissionais seniores de investimento em 33 mercados, representando 23 mil milhões de dólares em ativos sob gestão.
Apesar de o apetite pelo risco se manter reduzido — apenas 12% das seguradoras planeiam aumentar a sua exposição global ao risco de investimento em 2025 —, as alocações a mercados privados continuam a crescer. Quase um terço (30%) das seguradoras espera aumentar essas alocações, enquanto 58% pretendem manter a exposição atual.
Os mercados públicos continuam a constituir a base das carteiras: 73% das seguradoras planeiam manter as suas alocações atuais e 21% pretendem aumentá-las.
“A história de 2025 é uma história de cautela em meio à volatilidade, mas também de convicção nas oportunidades de longo prazo que os mercados privados podem oferecer”, afirmou André Themudo, diretor da BlackRock para Portugal. “As seguradoras estão a navegar este ambiente com disciplina, enquanto muitas adotam novos modelos operacionais — como soluções híbridas para aceder a ativos privados — e recorrem a software de investimento, gestão de risco e inteligência artificial para fortalecer as suas carteiras.”
Muitas companhias estão a repensar as suas estratégias de investimento e modelos operacionais. O crédito privado, a infraestrutura e a tecnologia continuam a ser instrumentos úteis para apoiar as iniciativas estratégicas das seguradoras.
Uma das características marcantes do relatório deste ano é a transição para modelos operacionais de gestão mais flexíveis. À medida que a concorrência e as dinâmicas de mercado continuam a evoluir, as seguradoras estão a adaptar-se. No que respeita ao seu modelo de gestão de ativos, 87% das seguradoras estão a alterar a sua abordagem. Em vez de dependerem exclusivamente das suas capacidades internas, muitas estão a adotar modelos híbridos que combinam a experiência interna com parceiros externos, apoiados por grandes investimentos em tecnologia, refere o relatório da BlackRock.
Além disso, verifica-se uma ênfase crescente na gestão de capital em todos os tipos de seguradoras. Nos próximos 12 meses, 67% esperam recorrer a reinsurance sidecars — veículos de investimento estruturados que permitem a investidores externos, como fundos de cobertura (hedge funds), fundos de pensões ou investidores institucionais, participar nos riscos e retornos de uma carteira específica de resseguros. Este foco reforçado na gestão de capital é amplamente impulsionado pela necessidade das seguradoras de diversificar as receitas do balanço através de rendimentos baseados em comissões, otimizar balanços e estruturas de capital e diferenciar a composição dos ativos por via dos sidecars.
As seguradoras mantêm igualmente o seu compromisso com os objetivos de investimento sustentável e de transição a longo prazo. Pelo segundo ano consecutivo, apontaram mais frequentemente a infraestrutura de energia limpa (55%) como a oportunidade mais atrativa para investimentos sustentáveis e de transição, seguida da infraestrutura essencial (51%) e das obrigações verdes (green bonds) (38%).
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