4 min leitura
SIBS e homólogos europeus criam a European Network for Payments com a soberania como mote
A SIBS e mais outras quatro soluções de pagamento avançaram com criação de uma entidade que visa garantir a interoperabilidade entre as várias entidades.
30 Set 2026 - 11:57
4 min leitura
Foto SIBS
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco
Foto SIBS
Vários operadores de pagamentos europeus, incluindo a gestora da rede Multibanco SIBS, anunciaram, nesta quarta-feira, a criação da European Network for Payments. Esta entidade vai dedicar-se à operacionalização e escala da interoperabilidade entre as várias soluções de pagamentos europeias aderentes.
De acordo com a informação prestada numa apresentação aos jornalistas, esta entidade é sediada em Madrid e é detida em partes iguais pelas soluções participantes. Além da SIBS, fazem ainda parte desta iniciativa a italiana Bancomat, a espanhola Bizum, o Wero, que opera em vários países da Europa Central, e a Vipps MobilePay, que abrange os países nórdicos.
Esta nova entidade materializa aquilo que foi avançado no memorando de entendimento assinado em fevereiro deste ano, dando mais um passo em direção à soberania europeia, sublinham. A CEO da EPI, empresa que opera o Wero, Martina Weimert reiterou a vontade de ser “independente”.
Por sua vez, o diretor-geral adjunto para a Expansão Internacional da Bizum, Fernando Rodríguez, defendeu que os sistemas internacionais – como é o vaso da Visa e da Mastercard, ainda que não tenham sido mencionadas diretamente – devem ser a alternativa. Mais ainda, argumentou que não há razão para as soluções europeias não terem protagonismo, pois a área dos pagamentos não é uma em que a Europa esteja atrasada, antes pelo contrário.
A European Network for Payments pretende “interligar as soluções de pagamento europeias existentes através de uma camada técnica e operacional comum, baseada em normas europeias, incluindo pagamentos instantâneos de conta para conta” e, em conjunto com as soluções que são suas acionistas, está a “preparar a implementação técnica da configuração pretendida”.
O projeto prevê uma “implementação faseada” que começa com os pagamentos transfronteiriços entre particulares, seguindo-se, mais tarde, os pagamentos de comércio eletrónico e nos pontos de venda (POS).
Segundo os líderes destas empresas, esta nova marca é a forma mais rápida de atingir um alcance europeu, enquanto, ao mesmo tempo, não impacta a concorrência ao nível local para cada um. O CEO da SIBS, João Mello Franco, reforçou que esta é a forma mais eficiente e que tem como objetivo minimizar o impacto nos consumidores e nos comerciantes.
Os parceiros fundadores desta instituição vão “supervisionar a coordenação técnica e a futura expansão tanto das funcionalidades como das soluções participantes”. Questionados sobre a possível integração de outras soluções no futuro, confirmaram que existem conversas com outros congéneres, sem especificar quais, e que o quadro estabelecido para a European Network for Payments permite a entrada de novas soluções.
Questionados sobre um eventual cartão europeu, Martina Weimert revela que não está nos planos, argumentando que a tendência que se verifica na Europa é de maior uso de soluções de pagamento associadas a dispositivos móveis.
Em relação ao euro digital, esta iniciativa pretende ser um complemento, assegurou o CEO da SIBS. Os líderes das soluções garantiram que o Banco Central Europeu está a par deste projeto. Paralelamente, Weimert recorda que os bancos são os acionistas destas soluções de pagamentos e que eles próprios vão ter um papel no euro digital, pelo que não deve ser do seu interesse prejudicar essa iniciativa.
Sobre a entidade agora criada, os acionistas adiantam que pretendem contratar pessoal. Já têm um CEO definido, bem como um plano de negócios que, atentam, está sujeito a alterações.
As soluções envolvidas neste projeto abrangem 13 países europeus e servem cerca de 130 milhões de pessoas. Os países alcançados representam 70% da população da União Europeia e da Noruega, relembram.
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco