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Sistema de pagamentos polaco Blik procura expansão no centro da Europa através de grupo austríaco

O Blik está a avançar na Roménia, mas quer expandir na Europa central, começando pela Eslováquia e passando para a Hungria, Chéquia e Áustria de seguida.

02 Jun 2026 - 16:53

2 min leitura

Foto: Blik

Foto: Blik

O sistema de pagamentos móveis polaco, Blik, espera expandir-se para outros mercados da Europa central no futuro. Após a Roménia, a empresa tem agora a Eslováquia como foco e aponta ainda a Áustria, Hungria e Chéquia como objetivos.

Para este efeito, a Polski Standard Platnosci (PSP), dona do Blik, pretende aproveitar a presença do austríaco Erste Group no seu capital para estabelecer sinergias e, deste modo, chegar aos mercados em que este está presente, segundo explicou à Reuters o CEO da PSP, Dariusz ​Mazurkiewicz, no European Financial Congress.

A integração do Blik na plataforma de banca digital George do Erste poderá facilitar uma expansão mais ampla para outros mercados onde o grupo bancário opera, notou Mazurkiewicz. Também na Eslováquia o Erste Group é relevante, sendo proprietário do maior banco desse país, o Slovenska Sporitelna, relembra a Reuters.

A Eslováquia, explica o CEO da PSP, vai ser uma espécie de ‘hub’ para uma expansão maior dentro da Zona Euro. A empresa adquiriu uma plataforma no país recentemente e está a cooperar com o Tatra Banka e outros bancos locais como o VUB.

Paralelamente, continuam a avançar na Roménia, com o líder da empresa a revelar que espera a integração do sistema de pagamentos por três grandes bancos romenos neste ano. Adianta ainda que esta integração pode demorar até ano e meio e há algumas instituições que optam pela solução local, o RoPay.

O CEO afirma ainda que isto é algo que pretende construir e que é importante não deixar a oportunidade passar, avisando ainda que não se pode ceder o mercado de pagamentos aos gigantes americanos.

Além do Erste Group – que entrou na empresa através do Erste Bank Polska, adquirido ao Santander no ano passado por cerca de 7 mil milhões de euros – a PSP conta com outros grandes bancos polacos como acionistas, como o PKO BP, o mBank ou o ING BSK.

O Blik processou 2,9 mil milhões de transações no ano passado, chegando ao final de 2025 com 20,7 milhões de utilizadores totais.

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