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Federação Bancária Europeia elogia medidas apresentadas pela CE, mas pede implementação mais rápida
A FBE defende que "a Europa não pode esperar por planos de implementação demorados". "É necessário implementar medidas decisivas a curto prazo, a par de reformas estruturais”, reitera.
20 Jul 2026 - 11:14
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CEO da FBE, Wim Mijs | Foto: FBE
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CEO da FBE, Wim Mijs | Foto: FBE
A Comissão Europeia (CE), pela mão de Maria Luís Albuquerque, apresentou na semana passada um conjunto de medidas destinadas à banca europeia que pretendem torna-la mais competitiva e capaz de enfrentar os rivais americanos. Neste sentido, a Federação Bancária Europeia (FBE) elogiou o pacote apresentado, mas considerou, nas palavras do seu CEO, Wim Mijs, que “a Europa não pode esperar por planos de implementação demorados”.
“A FBE congratula-se com o relatório da CE sobre a competitividade bancária e apela aos decisores políticos da União Europeia para que adotem um pacote de medidas bancárias ambicioso, sublinhando a necessidade de agir com celeridade”, apela em comunicado. O líder da federação congratula o “conjunto abrangente de medidas” e defende que “é necessário implementar medidas decisivas a curto prazo, a par de reformas estruturais”.
A estrutura representante dos bancos europeus considera que a CE “identificou os desafios corretos e propõe uma direção clara para o caminho a trilhar” e que “o próximo passo é transformar este ímpeto em ações concretas que ajudem a desbloquear investimento e a competitividade da Europa”. “Os bancos europeus estão preparados para desempenhar um papel maior”, reitera.
“A cronologia de reformas estruturais da CE para as regras bancárias é apropriada para a mudança de longo-prazo, mas as medidas e soluções concretas de curto-prazo são necessárias agora para satisfazer as necessidades de investimento”, defende a FBE, acrescentando que as necessidades de investimento anual adicional ascendem a 1,4 biliões de euros, acima dos 800 mil milhões estimados em 2024.
A FBE critica as exigências regulatórias em vigor, argumentando que “as regras atuais limitam a capacidade dos bancos de financiar a economia real”. A título de exemplo, aponta que “as PME com excelentes desempenhos deparam-se com custos de créditos mais elevados devido a requisitos de capital que não apresentam qualquer relação aos riscos efetivos”.
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