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Tempestade Kristin faz conta técnica dos seguros Não Vida cair 16%
O ramo Incêndio e Outros Danos, onde se incluem os sinistros provocados por fenómenos da natureza, registou um resultado negativo de 92 milhões de euros no primeiro semestre do ano
23 Set 2026 - 16:00
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Primeiro ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin 29 janeiro 2026 | Foto Gonçalo Borges DiasGPM
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Primeiro ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin 29 janeiro 2026 | Foto Gonçalo Borges DiasGPM
A tempestade Kristin, que ocorreu no início do ano, influenciou decisivamente os resultados da conta técnica dos ramos Não Vida, que caiu 16% no primeiro semestre de 2026.
Segundo as contas do setor segurador divulgadas pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) nesta quarta-feira, o ramo Incêndio e Outros Danos (IOD), que reúne seguros que cobrem, essencialmente, danos materiais em património, nomeadamente incêndio, fenómenos da natureza (como tempestades, inundações e outros eventos), riscos sísmicos e riscos industriais e comerciais, entre outros, registou um resultado negativo de 92 milhões de euros.
O Ativo do setor segurador cresceu 13,6% face a junho de 2025, atingindo cerca de 64 mil milhões de euros. A carteira de ativos de investimento, incluindo caixa e depósitos à ordem, ascendia a quase 57,5 mil milhões de euros, representando 92% do total do Ativo.
O Passivo associado a responsabilidades com contratos aumentou 14,8%, alcançando 58 mil milhões de euros. A maior parcela do Passivo corresponde aos Passivos de Contratos de Investimento, que totalizaram 29 mil milhões de euros em junho de 2026, traduzindo um aumento de 15,4% destas responsabilidades face ao período homólogo do ano anterior.
Por seu lado, os Capitais Próprios do setor também evoluíram favoravelmente neste período, aumentando 3,4% face ao período homólogo, para 5,8 mil milhões de euros.
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