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Trump processa JPMorgan por encerramento de contas
CEO da instituição financeira, Jamie Dimon, viu a sua remuneração aumentar para 36,7 milhões de euros em 2025
23 Jan 2026 - 10:56
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Foto: JPMorgan Londres
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Foto: JPMorgan Londres
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intentou uma ação judicial no valor de cinco mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) contra o banco JPMorgan Chase e o seu CEO, Jamie Dimon, acusando-os de o terem privado das suas contas bancárias ao encerrarem várias delas para promover uma agenda política, noticiou esta sexta-feira a agência Reuters.
O processo, apresentado num tribunal estadual da Flórida, no condado de Miami, acusa o maior banco dos EUA de violar as suas próprias políticas ao escolher Trump como alvo.
«Embora lamentemos que o presidente Trump nos tenha processado, acreditamos que a ação não tem fundamento», afirmou a empresa. «Respeitamos o direito do presidente de nos processar e o nosso direito de nos defendermos.»
Trump atacou também outros bancos, incluindo o Bank of America, com alegações de “desbancarização”, e gerou recentemente forte contestação por parte do setor bancário ao anunciar um limite de 10% para as taxas de juro dos cartões de crédito.
Dimon, que lidera o JPMorgan há duas décadas e é uma das figuras mais influentes do mundo empresarial norte-americano, afirmou no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, que limitar as taxas de juro dos cartões de crédito restringiria o acesso ao crédito para muitos consumidores e representaria um «desastre económico».
Trump acusou o JPMorgan de violar unilateralmente os seus próprios princípios ao encerrar contas pertencentes a si e às suas empresas ligadas ao setor hoteleiro.
Acusou ainda Dimon de manter uma «lista negra» de clientes para alertar outros bancos relativamente a negócios com a Organização Trump, com membros da família Trump e com o próprio Trump.
«Os demandantes sofreram igualmente danos significativos à sua reputação por terem sido forçados a contactar outras instituições financeiras na tentativa de transferir os seus fundos e contas, deixando claro que tinham sido excluídos do sistema bancário», acrescentou Trump.
O JPMorgan afirmou que encerra contas que representem um risco legal ou regulatório para a empresa. «Lamentamos ter de o fazer, mas, frequentemente, as normas e as expectativas regulatórias obrigam-nos a tomar essa medida», declarou a instituição.

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC
Entretanto, foi divulgado que o pacote de remuneração de Jamie Dimon aumentou 10,3% em 2025, atingindo os 43 milhões de dólares (36,7 milhões de euros), segundo um comunicado do JPMorgan, após o banco ter encerrado um ano sólido, superando as estimativas de lucro do quarto trimestre.
A remuneração do CEO do maior banco dos EUA incluiu um salário base de 1,5 milhões de dólares (1,2 milhões de euros) e prémios no valor de 41,5 milhões de dólares (35,4 milhões de euros).
Em 2024, Dimon tinha recebido uma remuneração de 39 milhões de dólares (33,2 milhões de euros), valor idêntico ao de David Solomon, CEO do Goldman Sachs.
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