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Universidade de Coimbra atribui Honoris Causa a Artur Santos Silva
O fundador e presidente honorário do BPI foi proposto pela FDUC, que elogiou o seu percurso enquanto gestor e académico, bem como a sua ligação à UC.
08 Out 2026 - 10:05
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A Universidade de Coimbra vai atribuir o Doutoramento Honoris Causa ao antigo presidente do BPI e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva. O jurista e administrador de empresas “satisfaz, de forma inequívoca e exemplar, os requisitos de mérito, distinção e ligação institucional que legitimam e enobrecem a concessão do grau de Doutor Honoris Causa”, sublinhou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), que fez a proposta para a atribuição da distinção, na qual destacou a “vida, obra e serviço público” do fundador do banco BPI, “unanimemente reconhecido como figura de elevada distinção pública, exemplar nos planos da seriedade, integridade e sentido de responsabilidade cívica”.
A cerimónia decorre no dia 16, a partir das 10:30, na Sala Grande dos Atos (Sala dos Capelos) da Universidade de Coimbra (UC).
A UC destacou a “excecional capacidade de liderança” de Artur Santos Silva na Sociedade Portuguesa de Investimentos/Banco Português de Investimento (BPI), assim como a “forma igualmente assinalável” como se distinguiu “no plano cívico e cultural”, enquanto presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, membro do Conselho de Administração da Fundação de Serralves e presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.
Artur Santos Silva participou nos órgãos de governo da UC, como membro da Assembleia Estatutária (2007–2008) e do Conselho Geral (2009-2012), ao qual presidiu, “assegurando com elevado sentido institucional a consolidação do novo modelo de governação universitária”.
“A sua ligação à universidade e à faculdade prolongou-se ao longo de décadas, sendo marcada por constante lealdade institucional, dedicação e apoio efetivo. Merece especial destaque o papel relevante que desempenhou no apoio decisivo do Presidente Jorge Sampaio ao projeto da nova Biblioteca da Faculdade de Direito, bem como o contributo material e institucional prestado, a partir de funções exercidas no BPI e na Fundação ‘la Caixa’, a diversos projetos da UC”, refere a proposta de atribuição do grau.
A cerimónia de atribuição do Doutoramento Honoris Causa, com Pedro Costa Gonçalves (diretor da FDUC) como padrinho oficial e António Avelãs Nunes (professor catedrático jubilado da FDUC) como apresentante (ou padrinho não oficial), vai contar com as intervenções de Jónatas Machado (elogio do candidato) e Ana Raquel Moniz (elogio do apresentante), também docentes da FDUC.
O homenageado licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e frequentou o Stanford Executive Program, na Stanford University (Estados Unidos). Foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e professor convidado da Universidade Católica do Porto, tendo integrado órgãos de governo de diferentes instituições de ensino superior e presidido ao Conselho Geral da Universidade de Coimbra (2009-2012) e da Universidade do Porto (2017-2021).
Em 1981, fundou a Sociedade Portuguesa de Investimento, que deu origem ao BPI – do qual foi presidente executivo até 2004, presidente do Conselho de Administração entre 2004 e 2017 e presidente honorário desde essa data. Foi também secretário de Estado do Tesouro no VI Governo Provisório (1975/1976) e vice-governador do Banco de Portugal (1977/1978).
Desempenhou funções de gestão e administração em instituições de referência como a Fundação Calouste Gulbenkian (2012-2017), a COTEC Portugal (2006-2009), a Fundação Casa da Música (2006-2012) e a Partex (2012-2017), entre outras. Foi também administrador não-executivo da Jerónimo Martins.
Recebeu distinções honoríficas como a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, tendo também sido condecorado como Chevalier de la Légion d’Honneur, em França.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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