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11 líderes dos maiores bancos europeus querem travão nos requisitos de capitais e um compromisso com a simplificação regulatória
Os banqueiros argumentam que o crédito ao setor privado precisa de aumentar 5% anualmente para sustentar o investimento europeu e que o sistema está sólido suficiente para recuar na regulação.
12 Set 2026 - 08:11
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Vários líderes dos maiores bancos europeus juntaram-se num apelo aos altos cargos da União Europeia (UE) para que estes tomem medidas mais drásticas em relação à regulação sobre o setor financeiro. Os dois pontos principais apontados prendem-se com os requisitos de capitais e a simplificação da legislação.
A carta em questão é assinada pela presidente do Grupo Santander, Ana Botín, o CEO do HSBC, Georges Elhedery, o CEO do UBS, Sergio Ermotti, o CEO do Crédit Agricole, Olivier Gavalda, o CEO do Société Générale, Slawomir Krupa, o CEO do BNP Paribas, Jean Lamierre, o CEO do BPCE, Nicolas Namias, o CEO do Grupo ING, Steven van Rijswijk, o CEO do Deutsche Bank, Christian Sewing, o CEO do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, e o CEO do Standard Chartered, Bill Winters.
Em relação aos requisitos de capital, os banqueiros exigem “uma moratória imediata e temporária sobre novos aumentos – regulamentares e de supervisão – até que sejam implementadas reformas a longo prazo”. Os bancos sustentam este pedido sublinhando a capacidade de absorção de perdas dos bancos da UE, que está em “máximos históricos” de 2,5 biliões de euros.
O crédito ao setor privado precisa de aumentar 5% anualmente para sustentar o investimento europeu, indicam, acrescentando que mercados de capitais mais profundos são uma ajuda, o desenvolvimento dos mesmos leva tempo. “Só um sistema bancário com maior capacidade de concessão de crédito poderá avançar ao ritmo de que a Europa necessita”, argumentam.
No campo da simplificação, os líderes querem que esta se torne um objetivo permanente e não apenas um “remendo único”. Neste aspeto, focam-se especificamente nas barreiras nacionais. “A fragmentação no mercado único europeu devia ser resolvida definitivamente ao remover as barreiras locais impostas que impedem escala e integração. As empresas da UE devem ser capazes de crescer e competir globalmente nos mesmos termos”, defendem.
Os 11 líderes bancários elogiam a recente comunicação da Comissão Europeia sobre a competitividade da banca a nível europeu, mas reforçam que é necessário “ir mais longe e mais rápido”.
“Apelamos à Comissão para que apresente dois pacotes distintos — um pacote de simplificação e um pacote de integração — até ao início de 2027. Tal deverá permitir à Europa garantir uma flexibilidade de financiamento essencial a curto prazo, ao mesmo tempo que se dispõe do tempo necessário para debater as áreas de integração adequadas, e permitiria ao Conselho e ao Parlamento concluir as reformas no segundo semestre de 2027”, projetam.
Os banqueiros que assinam a carta consideram que o sistema bancário é agora “muito mais estável e resiliente a choques”, como demonstram os testes de stress. Garantem que não pretendem com isto “enfraquecer as medidas que salvaguardam a estabilidade financeira”.
“Os bancos, a par do resto do setor financeiro, estão prontos para enfrentar os maiores desafios da Europa – mas só um sistema financeiro concebido para o crescimento, e não apenas para a segurança, nos permitirá fazê-lo. Iremos demonstrar de forma inequívoca que estas mudanças políticas beneficiam toda a economia e todos os europeus”, concluem.
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