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90% dos portugueses admitem que saúde financeira afeta diretamente o bem-estar emocional

22% dos inquiridos admite que pensar em dinheiro é uma fonte diária de stress, com este valor a atingir um pico de 27% nas pessoas dos 45 aos 54 anos.

02 Jun 2026 - 12:36

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Foto: Pexels

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A saúde financeira dos portugueses está a afetar diretamente o seu bem-estar emocional, segundo um estudo da Revolut conduzido pela Dynata. Já são nove em cada dez os cidadãos nacionais que reportam esta situação.

Mais ainda, 22% dos inquiridos revela que “pensar em dinheiro é uma fonte diária de stress”, de acordo com o mesmo estudo. Este valor atinge um pico de 27% nas pessoas entre os 45 e os 54 anos. Segundo adianta a Revolut em comunicado, o stress financeiro é também o principal fator de perturbação do sono.

Olhando para o lado positivo, “os portugueses já não estão estagnados: mais de dois terços estão já a tomar medidas proativas para salvaguardar a sua paz de espírito financeira”. Isto inclui a análise das despesas diárias, planeamento financeiro estratégico e manutenção de um orçamento ativo, reportados por 81%, 69% e 40% dos inquiridos, respetivamente.

O estudo demonstra ainda uma situação paradoxal. “Enquanto as tendências de autocuidado dominam as redes sociais, a realidade financeira impõe uma narrativa diferente”, aponta a Revolut, revelando que 64% dos portugueses já interromperam ou evitaram atividades de bem-estar devido especificamente aos custos. “Num verdadeiro paradoxo, o dinheiro tornou-se a principal barreira para as próprias atividades que ajudam a gerir o stress que ele próprio provoca”, ironiza.

O conceito de “vida boa” reportado pelos inquiridos também aponta para uma mudança. “Para 64% dos portugueses, o dinheiro não compra a felicidade diretamente, mas a segurança financeira sim”, nota. “Esta busca por estabilidade está a ditar novas exigências para o futuro: quando questionados sobre o que mais melhoraria o seu bem-estar, além de um rendimento mais elevado (76%), os portugueses apontam para uma educação financeira mais clara (28%) e melhores apoios ou benefícios financeiros por parte das entidades empregadoras (22%)”.

Os dados revelam ainda que 73% dos portugueses continuam a considerar o dinheiro um tabu “significativo”, mas 51% dizem-se “relativamente confortáveis” ao partilhar a situação financeira com amigos e colegas. Ao mesmo tempo, 80% acredita que mais transparência levaria a melhores decisões financeiras.

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