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Mais de um quarto dos portugueses não utiliza qualquer instrumento de poupança para preparar a reforma

Entre os instrumentos a que os portugueses mais recorrem, os fundos e os PPR continuam a ser os mais usados para preparar a reforma.

15 Mai 2026 - 00:01

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Foto: Pexels

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A discussão sobre a sustentabilidade das reformas pagas pela Segurança Social está cada vez mais na ordem do dia, com o envelhecimento da população a agravar-se e as perspetivas sobre o valor das pensões a mostrarem-se cada vez mais preocupantes.

“A pensão mediana dos portugueses entre os 65 e os 74 anos corresponde a 68% do salário mediano da população entre os 55 e os 64 anos”, alerta o barómetro do Doutor Finanças sobre a preparação da reforma, citando dados do Eurostat. Pior ainda, a tendência é que este valor baixe. Um relatório da Comissão Europeia estima que, em 2050, “a pensão média em Portugal passe a equivaler a 38,5% do último salário”, realça a empresa portuguesa.

Apesar das preocupações generalizadas, o planeamento financeiro não avança, critica o estudo do Doutor Finanças, que indica que 73% das pessoas não sabe de quanto precisa de acumular para manter o nível de vida na reforma e 65% nunca fez uma simulação de quanto irá receber. Um terço das pessoas não sabe qual será o valor da sua pensão.

Em relação às poupanças, é possível observar que, dentro do universo de inquiridos, 68% poupa para a reforma, mas apenas 34% o faz mensalmente. 52% revela que a falta de rendimento é a principal razão para não poupar.

No que diz respeito à forma como poupam, os portugueses mantêm a sua já conhecida veia conservadora. 30% coloca as poupanças em fundos ou PPR, enquanto 27% recorre aos depósitos ou poupanças simples. Mais de um quarto (26%) não utiliza qualquer instrumento de poupança.

Os ativos com algum risco, como o imobiliário e a bolsa, são utilizados ambos por 17% dos inquiridos. 4% indica ainda que usa outros instrumentos e 3% afirma não saber ou não responder.

As opiniões sobre a importância da preparação da reforma dividem-se. Confrontados com a frase “tenho tempo para pensar na reforma mais tarde”, a percentagem de pessoas que concorda totalmente é de apenas 5%, enquanto 20% discorda totalmente. Por sua vez, os que discordam e concordam apresentam os maiores pesos nas respostas, de 29% e 26%. Já 19% não concorda nem discorda.

Neste campo, os mais jovens – especialmente os que têm entre 25 e 35 anos – mostram-se mais prudentes, segundo os dados revelados pelo estudo do Doutor Finanças, discordando mais da frase. Os inquiridos com ensino superior concluído também tendem a discordar.

Apenas 9% consegue manter nível de vida com 65% do rendimento atual

Entre os inquiridos no âmbito deste estudo, é possível averiguar que apenas 9% se diz confortável para manter o seu estilo de vida com uma reforma equivalente a 65% do rendimento atual do agregado familiar. “A maioria antecipa dificuldades sérias” neste cenário, avisa o Doutor Finanças.

Quase um terço (32%) afirma que não poderia manter o estilo de vida e 22% admite que iria ter dificuldades em cobrir despesas essenciais. Outros 32% notam que teriam de ajustar o seu nível de vida e, por fim, 4% diz não saber ou não responder. Entre as mulheres e as pessoas que não completaram o ensino superior, a percentagem que adivinha vir a ter maiores dificuldades aumenta para 62% e 58%, respetivamente.

Quase metade dos portugueses (47%) não acredita que a Segurança Social e outros sistemas consigam pagar pensões no futuro e 55% considera que a pensão paga pelo Estado “não será suficiente para manter o nível de vida”.

Mais ainda, o estudo conclui que quase metade das pessoas associa ao pensamento na reforma sentimentos de medo e ansiedade, contra 32% que ligam essa ideia a confiança. Para 38% dos inquiridos, a primeira palavra associada a reforma é “incerteza”, enquanto 35% pensa em “descanso”. As mulheres têm mais tendência a associar a reforma a incerteza e ansiedade.

De uma forma mais leve, o estudo conclui que 58% das pessoas espera viajar quando se reformar e 19% quer passar mais tempo com a família e amigos. 59% considera que a pensão é um direito conquistado.

Entre as preocupações mais associadas à reforma, a saúde sobressai claramente, apontada por 81% das pessoas. Segue-se a dependência de familiares, com 30%, a perda de rendimento, com 29%, e os custos da habitação, com 23%.

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