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Auditoria oficial deteta evasão fiscal em bancos estatais chineses
Auditoria divulgada pelo Tribunal de Contas Nacional visa o Bank of China e o Agricultural Bank of China, acusando-os de desvios de milhares de milhões.
25 Jun 2026 - 11:03
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Uma auditoria oficial chinesa acusou dois dos maiores bancos estatais do país de evasão fiscal e concessão irregular de empréstimos, envolvendo milhares de milhões de yuan, segundo um relatório divulgado hoje pelo Tribunal Nacional de Contas.
De acordo com o relatório anual do organismo, o Bank of China evitou o pagamento de 2,4 mil milhões de yuan (310 milhões de euros) em impostos entre abril de 2023 e agosto de 2025. Segundo os auditores, o banco pediu aos seus trabalhadores que investissem entre um e 100 yuan (13 euros) em 11 fundos de capital privado, de forma a que estes pudessem ser apresentados como fundos públicos e beneficiar de isenções fiscais.
O relatório acusa ainda o Agricultural Bank of China de conceder ilegalmente 11 mil milhões de yuan (1,42 mil milhões de euros) em empréstimos destinados a projetos agrícolas entre dezembro de 2021 e agosto de 2025. Parte desse financiamento foi desviada para a compra de produtos de gestão de património e para o reembolso de dívidas, segundo o documento.
Citado pela imprensa chinesa, o Bank of China afirmou que “aceita sinceramente a supervisão” da auditoria e prometeu reforçar os mecanismos internos de conformidade.
O relatório identifica igualmente falhas de gestão no China Everbright Group, outro conglomerado financeiro estatal. Segundo os auditores, o grupo deixou de exercer controlo sobre várias subsidiárias até agosto de 2025 e algumas empresas utilizavam indevidamente a marca Everbright.
A divulgação da auditoria gerou reações nas redes sociais chinesas, onde vários utilizadores questionaram como um banco controlado pelo Estado conseguiu evitar o pagamento de impostos. “Para que bolsos foram os impostos desviados?”, escreveu um utilizador, enquanto outros defenderam a aplicação de multas e a recuperação dos montantes em causa.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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