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Autoridade de Supervisão alemã quer testes de stress mais simples e orientados ao risco

BaFin e Bundesbank participaram na consulta pública realizada pela Autoridade Bancária Europeia e defendem mais proporcionalidade na supervisão

25 Jun 2026 - 10:24

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Foto: Pexels

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A Autoridade Federal de Supervisão Financeira da Alemanha (BaFin) e o Bundesbank contribuíram para a consulta pública que está a ser realizada pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) sobre a revisão dos testes de stress em toda a União Europeia (UE), que prevê várias medidas de simplificação para as entidades participantes.

Segundo um comunicado da BaFin, divulgado esta semana, os novos testes de stress devem ser mais orientados para o risco. Por exemplo, os requisitos de dados para as instituições supervisionadas foram reduzidos na metodologia, nos modelos e nas orientações a utilizar no teste de 2027.

“Além disso, os requisitos do teste de stress devem ser harmonizados com as normas de supervisão. Isso reduzirá a carga de trabalho das instituições participantes. Por exemplo, o teste de stress alinhará as classes de exposição ao risco de crédito com os requisitos de reporte de supervisão”, refere o comunicado.

A BaFin, juntamente com o Bundesbank, o Banco Central Europeu (BCE) e outras autoridades nacionais de supervisão, participou na elaboração da proposta. “Há muito que se defende uma maior proporcionalidade na supervisão. A BaFin e o Bundesbank já tornaram o teste de stress nacional para instituições menos significativas consideravelmente mais orientado para o risco”, acrescenta o supervisor alemão.

Recorde-se que a EBA também integrou os riscos climáticos nos testes de stress. Pela primeira vez, as instituições terão de implementar orientações concretas sobre a forma de avaliar os riscos climáticos e o impacto nos seus balanços.

As flexibilizações relativas aos testes de stress fazem parte de uma iniciativa mais ampla da EBA para tornar a supervisão e a regulamentação mais proporcionais e eficientes, sem comprometer a estabilidade e a resiliência do setor financeiro europeu.

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