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Autoridades húngaras apreendem 260 milhões em ativos em investigação a fundações do banco central

O primeiro-ministro, Peter Magyar, já anunciou que vai criar uma comissão parlamentar para investigar as antigas operações do Banco Central da Hungria.

31 Mai 2026 - 09:21

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Foto: PestBuda

Foto: PestBuda

Na Hungria, foram apreendidos 260,1 milhões em fundos e obrigações numa investigação de branqueamento de capitais a fundações criadas pelo Banco Central da Hungria. A informação foi avançada por procuradores do Ministério Público do país na sexta-feira, segundo a Reuters.

Na mesma conferência de imprensa, os procuradores informaram que tinham revistado as instalações de 17 entidades nos dois dias anteriores e apreendido grandes quantidades de documentos e dados, no âmbito de uma investigação sobre “má gestão de fundos que causou prejuízos particularmente significativos”.

As autoridades não discriminaram empresas ou indivíduos e não foram apresentadas acusações no âmbito do caso. A investigação abrange 97 pessoas, 36 empresas e 11 fundos privados, indicaram as autoridades. A primeira apreensão de dinheiro ocorreu ainda em abril de 2025, revelam.

O banco central garantiu estar a colaborar com as autoridades e adiantou que entregou documentos relacionados com o caso. Desde o início de 2025, explica a Reuters, as autoridades do país têm vindo a investigar a Fundação Pallas Athene Domus Meriti, criada no mandato do anterior governador do Banco Central da Hungria, devido a um relatório do Gabinete de Auditorias do Estado. Esse documento levantava preocupações sobre os investimentos da fundação e da sua empresa de gestão de ativos.

Esta empresa gere perto de 1,41 mil milhões em ativos, dos quais 1,15 mil milhões são fundos públicos, segundo o relatório do Gabinete de Auditorias, citado pela Reuters. “Os investimentos foram realizados… através de uma estrutura empresarial e de investimento essencialmente opaca, composta por empresas e fundos de capital de risco”, afirmou o gabinete no seu relatório de março de 2025, acrescentando que a sua auditoria “levou a suspeitar da existência de vários crimes e resultou na apresentação de uma queixa ao Ministério Público”.

Além da fundação mencionada, a investigação abrange ainda uma outra, Neumann. Uma outra queixa criminal foi apresentada pelo Gabinete de Auditorias do Estado contra esta fundação, no ano passado, também por suspeita de má gestão de fundos públicos.

No mês passado, Gyorgy Matolcsy, governador entre 2013 e março de 2025, fez um comunicado no qual afirmou que o banco central não tinha mandato legal para interferir no funcionamento das fundações e investimentos, dado que estas “atuavam de forma independente”.

O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, eleito no mês passado, afirmou que as operações passadas do Banco Central da Hungria devem ser investigadas e que o seu partido vai criar uma comissão parlamentar com este propósito.

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